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Comissão da Câmara aprova diretrizes para fortalecer a inclusão escolar no país

A Política Incluir, focada em pessoas com deficiência, TEA e superdotados, segue em análise na Câmara dos Deputados

Comissão da Câmara aprova diretrizes para fortalecer a inclusão escolar no país
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei fundamental que estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão escolar em todo o país. Esta iniciativa, batizada de Política Incluir, visa garantir a permanência, participação e aprendizagem de pessoas com deficiência, estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) e aqueles com altas habilidades ou superdotação nas redes públicas de educação básica.

O principal objetivo da Política Incluir é oferecer suporte robusto às ações que promovam a integração plena desses estudantes, desde o acesso até o sucesso educacional, nas escolas públicas brasileiras.

Além disso, a proposta busca aprimorar significativamente o atendimento educacional especializado (AEE) e expandir a disponibilidade de recursos de acessibilidade e tecnologia assistiva, ferramentas essenciais para a autonomia e o aprendizado.

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A execução da política será pautada pela colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. A adesão das esferas governamentais locais será facultativa, mas poderá contar com o indispensável apoio técnico e financeiro do governo federal.

A versão aprovada é a do relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), referente ao Projeto de Lei 1652/25, originalmente apresentado pela deputada Carla Dickson (PL-RN).

Principais alterações no texto

Houve modificações significativas em relação ao texto original. Inicialmente, o projeto focava exclusivamente em crianças e adolescentes com deficiência e transtorno do espectro autista (TEA).

A nova redação ampliou o escopo, incluindo também estudantes com altas habilidades ou superdotação, reconhecendo suas necessidades específicas no ambiente educacional.

Outra alteração foi a nomenclatura: o que antes era chamado de "Programa Incluir" agora é "Política Incluir". Conforme explicou o relator, essa mudança visa transformar comandos operacionais em diretrizes mais abrangentes de política pública.

O deputado Geraldo Resende enfatizou que a proposta aborda uma lacuna real nas redes de ensino do Brasil, onde a infraestrutura e os recursos muitas vezes são insuficientes para assegurar o direito fundamental à educação inclusiva.

Resende ressaltou que a concretização desse direito depende do fortalecimento das capacidades institucionais das escolas, da formação continuada de educadores, da disponibilidade de acessibilidade e tecnologia assistiva, da qualificação do AEE e de uma maior articulação entre as diversas políticas públicas.

Próximos passos da tramitação

Após ser aprovado também pela Comissão de Educação, o projeto seguirá para análise de outras instâncias. Ele será examinado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para que a Política Incluir se torne lei, ainda é necessária a aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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