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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6538/25, que integra formalmente o vinagre colonial às normas aplicadas ao vinho produzido por agricultor familiar ou empreendedor rural.
O relator da matéria, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), defendeu a aprovação do texto apresentado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS).
Segundo Agrobom, a ausência de uma regulamentação específica para o item provoca uma assimetria sem respaldo técnico e dificulta a formalização dos pequenos produtores.
Para o parlamentar, a medida ajuda a manter as famílias no campo, valoriza as tradições da vitivinicultura e fortalece a identidade cultural das regiões produtoras.
Novas normas para o setor
O texto altera a Lei 7.678/88, que regulamenta a fabricação e a venda de vinhos e derivados.
A partir da mudança, o vinagre colonial passa a ser definido como o resultado da fermentação acética de vinho feito por agricultores familiares.
A fabricação precisará seguir métodos tradicionais na própria propriedade ou em agroindústrias familiares.
A proposta estabelece diretrizes simplificadas para a fiscalização sanitária, o processamento e a comercialização direta ao consumidor.
Tramitação
O texto seguirá para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para entrar em vigor, a proposta ainda precisará passar por votações na Câmara e no Senado.
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