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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
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Comissão aprova cordão de fita roxa para identificação de pessoas com Alzheimer

Proposta que visa facilitar o reconhecimento e o respeito a pacientes segue em análise na Câmara

Comissão aprova cordão de fita roxa para identificação de pessoas com Alzheimer
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 334/26, que visa instituir o cordão de fita roxa como um símbolo nacional para a identificação de pessoas com Alzheimer. Esta iniciativa propõe uma alteração na Lei 11.736/08, a qual já estabelece o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer em 21 de setembro.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi a proponente da medida, que tem como finalidade primordial facilitar o reconhecimento de pacientes com Alzheimer em ambientes públicos. O intuito é prevenir cenários de conflito ou constrangimento, que frequentemente surgem devido à falta de compreensão.

O relator do projeto, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), destacou que os sintomas comportamentais da doença, como a perda de filtros sociais e reações impulsivas, são comumente mal compreendidos por quem não conhece a condição. Isso pode levar a interpretações equivocadas de desrespeito ou agressão.

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Tais equívocos, segundo o deputado, frequentemente geram reações defensivas por parte de terceiros, o que, por sua vez, agrava a vulnerabilidade do paciente com Alzheimer.

Promovendo respeito e proteção

Ao recomendar a aprovação, o deputado Prado enfatizou que o cordão de fita roxa contribuirá significativamente para a construção de uma cultura de respeito e proteção. Ele ressaltou que a identificação será crucial em momentos de desorientação ou confusão mental.

Nessas situações críticas, o uso do cordão pode ser o fator determinante para assegurar um atendimento mais adequado, empático e ágil, beneficiando tanto o paciente quanto seus familiares.

É importante salientar que o uso do cordão será de caráter facultativo. Além disso, ele não substituirá a necessidade de apresentação de laudos médicos nos casos em que a comprovação do diagnóstico for uma exigência legal.

Esta iniciativa se inspira em modelos de identificação visual já existentes e reconhecidos, como o cordão de girassol, amplamente utilizado para sinalizar deficiências ocultas, oferecendo um precedente para a eficácia de tais símbolos.

Próximos trâmites legislativos

Após a aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, a proposta seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Há a possibilidade de que o texto seja encaminhado diretamente ao Senado Federal, sem a necessidade de votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a medida se torne lei, é imprescindível que o projeto obtenha aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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