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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Saúde

Cirurgias plásticas de mama no SUS sobem mais de 50% em dez anos

Levantamento da SBCP-RJ mostra que estado de São Paulo concentrou um terço de todos os procedimentos não estéticos e reconstrutivos no país.

Cirurgias plásticas de mama no SUS sobem mais de 50% em dez anos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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As cirurgias plásticas de mama no SUS registraram um salto de 54,3% entre os anos de 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213 procedimentos no Brasil. Os dados, apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, englobam intervenções reparadoras, tratamento de alterações estruturais e reconstruções pós-câncer.

O desempenho histórico sofreu uma queda acentuada em 2020, período crítico da pandemia de covid-19. Naquele ano, a rede pública contabilizou apenas 4.547 operações mamárias, o que representou cerca de metade do volume habitualmente praticado.

Ao longo da última década, o SUS aprovou um total de 90.648 cirurgias desse tipo. A distribuição geográfica aponta expressiva liderança para os seguintes estados:

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  • São Paulo: 30.265 operações;
  • Minas Gerais: 9.836 operações;
  • Rio de Janeiro: 9.115 operações;
  • Rio Grande do Sul: 6.000 operações;
  • Bahia: 5.731 operações.

A grande maioria dos registros do período — exatamente 74.619 casos, ou 82,3% das internações — consistiu em procedimentos femininos de caráter estritamente não estético.

Essa categoria abrange intervenções cirúrgicas com indicação médica. Entre os motivos estão a correção de deformidades congênitas, assimetrias graves, hipertrofia mamária causadora de dores e limitações funcionais, além de sequelas decorrentes de tratamentos ou enfermidades.

No campo da oncologia, as estatísticas revelam 12.600 internações voltadas à reconstrução mamária pós-mastectomia acompanhada de implante de prótese. Além disso, registraram-se 3.429 internações destinadas à reconstrução após a realização de mastectomia total.

Concentração de procedimentos no Sudeste

A Região Sudeste liderou com folga o volume de atendimentos, totalizando 50.848 internações. O montante representa 56,1% de todas as cirurgias mamárias reparadoras e não estéticas efetuadas pela rede pública entre 2016 e 2025.

Individualmente, São Paulo concentrou um terço da demanda nacional, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. No panorama regional restante, o Sul acumulou 9.098 internações, o Nordeste registrou 15.985, o Centro-Oeste somou 5.695 e o Norte contabilizou 3.022 procedimentos.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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