O Brasil registrou um superávit de pouco mais de US$ 7 bilhões na balança comercial durante o mês de julho, impulsionado por exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
A corrente de comércio totalizou US$ 61,17 bilhões no período analisado. Esse montante representa uma expansão de 6,8% em relação a julho do ano anterior. Tanto as vendas externas quanto as compras do exterior apresentaram alta no intervalo.
Produtos mais comercializados
Nas exportações, o Mdic apontou avanço de 9,3% na agropecuária, com destaque para a soja. A indústria extrativa cresceu devido às negociações de óleo bruto de petróleo, enquanto a transformação elevou a venda de óleos combustíveis.
Por outro lado, as importações foram impulsionadas principalmente pela aquisição de óleos combustíveis, máquinas de processamento de dados, produtos farmacêuticos e componentes eletrônicos.
Parceiros comerciais
A China manteve-se como o principal parceiro comercial do país, concentrando quase um terço das vendas brasileiras em julho, com um total superior a US$ 10,7 bilhões.
Os Estados Unidos figuraram em segundo lugar, embora tenham registrado uma retração de 5% nas compras de produtos do Brasil em comparação ao mesmo mês de 2025.
Parcial do ano
No acumulado de janeiro a julho, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 49 bilhões. O saldo reflete o crescimento contínuo das transações internacionais brasileiras ao longo dos primeiros meses do ano.
No período de janeiro a julho:
- Exportações: US$ 218,6 bilhões (+10,5%)
- Importações: US$ 169,5 bilhões (+5,5%)
- Corrente de comércio: US$ 388,1 bilhões (+8,2%)
- Saldo comercial: superávit US$ 49 bilhões
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