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Um relatório técnico elaborado pelo TSE não identificou postagens falsas no canal Exército do Lula, ferramenta do WhatsApp voltada ao apoio do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.
No domingo (11), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, reverteu uma decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, ordenando a reativação do espaço digital criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A unidade de combate à desinformação do tribunal analisou os vídeos e textos publicados a pedido de Nunes Marques. A demanda ocorreu em meio a impasses jurídicos sobre a suspensão e liberação do canal de mensagens.
Segundo a equipe técnica, não foram achadas reproduções de afirmações investigadas nos autos entre o período de 2 a 11 de outubro de 2026.
Apesar disso, a perícia apontou ressalvas sobre as postagens de Janones. O relatório identificou uma atuação coordenada para a propagação de material político.
O documento destaca o uso recorrente de linguagem polarizadora. Para os técnicos, essa dinâmica gera uma lógica de confronto contrária ao papel pacificador das eleições.
Contexto da disputa
A legalidade do canal já era alvo de debates judiciais na Corte Eleitoral antes da ordem emitida por Kassio Nunes Marques.
A campanha de Flávio acionou a Justiça para pedir a cassação do mandato de Janones e a desativação da ferramenta. No sábado (10), o ministro Vilas Bôas Cuêva solicitou dados complementares, sem ordenar a suspensão imediata.
Ao autorizar a retomada do canal, o magistrado pontuou que o pedido da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) para anular sua deliberação foi protocolado na presidência do tribunal em apenas 41 minutos.
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