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Santa Catarina no Limite: a Farra do Dinheiro Público, a Gestão Sem Planejamento e a Fiscalização que Chega Tarde

Santa Catarina, estado conhecido pelo trabalho de seu povo, pela força da economia e pela capacidade de crescimento de seus municípios, também convive com um problema que se repete ano após ano: a má administração do dinheiro público

Santa Catarina no Limite: a Farra do Dinheiro Público, a Gestão Sem Planejamento e a Fiscalização que Chega Tarde
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Santa Catarina, estado conhecido pelo trabalho de seu povo, pela força da economia e pela capacidade de crescimento de seus municípios, também convive com um problema que se repete ano após ano: a má administração do dinheiro público. Enquanto a população enfrenta filas na saúde, falta de estrutura nas escolas, estradas precárias, obras atrasadas e serviços públicos cada vez mais pressionados, parte das gestões municipais e estaduais parece tratar o orçamento público como se fosse um caixa sem dono.

O problema não está apenas na falta de dinheiro. Em muitos casos, está na falta de planejamento, na ausência de prioridades, na política feita para aparecer em rede social e na velha prática de empurrar responsabilidades para o governo anterior, para secretários, para empresas terceirizadas ou para a burocracia. No fim, quem paga a conta é sempre o cidadão.

O próprio Tribunal de Contas de Santa Catarina tem emitido alertas importantes. Em janeiro de 2026, o TCE/SC informou que 26 municípios não atingiram a arrecadação planejada e precisavam adotar medidas para reequilíbrio financeiro, como limitar gastos, combater sonegação e cobrar dívidas. Em julho de 2025, o órgão também alertou municípios sobre despesas com pessoal acima dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, mostrando que o problema da gestão fiscal não é discurso político, é realidade documentada.

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A farra do dinheiro público começa quando o gestor incha a máquina, nomeia aliados, prioriza propaganda, eventos, cargos comissionados e contratos questionáveis, enquanto áreas essenciais seguem sofrendo. Saúde, educação, segurança, mobilidade e infraestrutura deveriam estar no centro da administração pública, mas muitas vezes ficam em segundo plano diante de interesses políticos e eleitorais.

Outro ponto grave é a fiscalização fraca ou tardia. Câmaras de vereadores, assembleias, conselhos municipais e órgãos de controle precisam atuar antes do problema explodir, e não apenas depois que o prejuízo já chegou à população. Fiscalizar não é fazer oposição por conveniência. Fiscalizar é obrigação constitucional, é respeito com o dinheiro do contribuinte e é defesa do interesse público.

O TCE/SC já sinalizou a necessidade de fortalecer transparência, controle e acompanhamento das contas públicas. O próprio tribunal mantém sistemas e portais voltados à fiscalização do Estado e dos 295 municípios catarinenses, reforçando que informação pública deve ser acessível, compreensível e tratada como bem público. Também há iniciativas voltadas à transparência dos portais públicos e ao treinamento de responsáveis pelo controle interno, o que demonstra que a falha não é apenas de dinheiro, mas de gestão, controle e compromisso com a verdade.

Santa Catarina precisa discutir com seriedade o modelo de gestão pública que está sendo praticado. Não basta inaugurar obra, gravar vídeo, fazer discurso ou culpar adversários. A população quer resultado. Quer hospital funcionando, escola segura, estrada conservada, atendimento digno, transparência nos contratos, licitação limpa e prestação de contas clara.

A política catarinense precisa sair do palanque permanente e voltar para a responsabilidade administrativa. Quem administra dinheiro público não pode agir como dono do cofre. Prefeitos, secretários, vereadores, deputados e governantes precisam entender que cada real gasto vem do bolso do trabalhador, do comerciante, do empresário, do aposentado e da família que paga imposto em tudo que consome.

A pergunta que fica é direta: até quando Santa Catarina vai aceitar gestão pública baseada em improviso, marketing e falta de fiscalização?

Porque quando o dinheiro público é mal administrado, não é apenas o orçamento que quebra. Quebra a confiança da população, quebra a qualidade dos serviços e quebra a esperança de quem ainda acredita em uma política séria.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO

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