Um comunicado atribuído ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) voltou a colocar Santa Catarina em estado de atenção. O documento, que circula desde o último sábado (11) em grupos de WhatsApp e redes sociais, indica a revogação de uma antiga “proibição interna” que, desde 2017, restringia roubos a pedestres e furtos de motocicletas de baixa cilindrada.
Fontes ligadas às forças de segurança confirmaram a autenticidade do conteúdo e revelam que o chamado “salve” já está sendo monitorado de perto por órgãos policiais em todo o estado. O teor da mensagem é direto: a facção declara aberta uma espécie de “temporada” para crimes patrimoniais, incluindo roubos de celulares, joias e veículos — atingindo diretamente o cidadão comum.
📉 Reação à pressão policial
Nos bastidores da segurança pública, o comunicado é interpretado como uma resposta à intensificação das ações contra o crime organizado. Nos últimos meses, a Polícia Militar de Santa Catarina ampliou operações ostensivas, resultando em confrontos e na neutralização de criminosos armados em diversas regiões.
Ao mesmo tempo, a Polícia Civil de Santa Catarina tem avançado com investigações estratégicas. Um exemplo recente é a Operação Dominó 2, deflagrada em Balneário Camboriú, que cumpriu 27 ordens judiciais e levou à prisão de sete lideranças da facção.
Já dentro do sistema prisional, a Polícia Penal de Santa Catarina endureceu o combate à entrada de celulares e drogas, dificultando a comunicação entre detentos e integrantes em liberdade — um dos pilares da organização criminosa.
⚖️ Estratégia e provocação
No comunicado, o PGC afirma que a decisão seria uma “iniciativa” para pressionar o governo estadual, alegando promessas não cumpridas desde 2017. A facção ainda ironiza o discurso oficial de que Santa Catarina é o estado mais seguro do país.
Especialistas apontam que, historicamente, o grupo utilizava a proibição de crimes contra trabalhadores como forma de ganhar apoio em comunidades e reduzir a pressão policial. Agora, a mudança de postura indica um cenário mais agressivo e possivelmente desesperado.
Apesar da liberação generalizada, a facção mantém uma regra interna: crimes contra integrantes da própria organização e seus familiares continuam proibidos.
🧠 Histórico e contexto
Fundado em 2003 dentro da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, o PGC se consolidou como a maior facção criminosa de Santa Catarina, com cerca de 10 mil integrantes, segundo estimativas de especialistas. A organização atua principalmente no tráfico de drogas, mas também está envolvida em roubos, furtos e outros crimes violentos.
A atual movimentação ocorre em meio a um cerco simultâneo das forças de segurança — nas ruas, nas investigações e dentro das prisões —, o que tem reduzido a capacidade de comando da facção.
Comparativamente, em dezembro de 2025, o Primeiro Comando da Capital (PCC), principal rival do PGC, adotou estratégia oposta ao proibir roubos em periferias de São Paulo, buscando controle territorial e menor visibilidade.
⚠️ Alerta à população
Autoridades reforçam que, apesar do impacto do comunicado, o estado segue com operações intensificadas e monitoramento constante. A orientação é que a população redobre a atenção, evite exposição a riscos e denuncie qualquer atividade suspeita às forças de segurança.
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