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Quase R$ 1 bilhão. É o tamanho do patrimônio familiar de um estudante que recebeu bolsa custeada pelo governo de Santa Catarina. A cifra não é apenas um número; é uma ironia que escancara as fissuras de um sistema criado para ser sinônimo de inclusão social.
O relatório do Tribunal de Contas é duro. 1.260 alunos milionários foram contemplados pelo programa Universidade Gratuita, concebido para atender quem tem pouco, não quem tem tanto. Mais do que um “erro de preenchimento”, a lista sugere uma distorção que desafia a lógica: famílias que poderiam sustentar gerações de ensino privado disputam recursos públicos com jovens que contam moedas para pagar a passagem até a universidade.
Eis a pergunta que reverbera. Como a promessa de equidade pode se perder no labirinto burocrático? Em junho, o mesmo pente-fino já havia apontado fraudes em 18 mil benefícios. Agora, com suspeitas que alcançam fortunas e patrimônio de nove dígitos, a crise deixa de ser apenas técnica. É moral.
A Polícia Civil investiga. O governo promete notificações. Mas, até lá, a imagem que fica é a de um programa desenhado para abrir portas e que, paradoxalmente, parece ter servido de tapete vermelho para quem jamais precisaria dele.
Porque a desigualdade não nasce apenas na falta. Às vezes, ela se fortalece no excesso, e na omissão de quem deveria impedir que isso acontecesse.
FONTE/CRÉDITOS: Redação Cultura FM
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