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O cultivo de café pode passar a ser oficialmente reconhecido como uma alternativa válida para a recomposição de áreas degradadas na Amazônia Legal. É o que propõe o Projeto de Lei 2764/26, de autoria do deputado Roberto Duarte, que altera o Código Florestal para permitir essa atividade em Áreas de Preservação Permanente.
Atualmente, a iniciativa está sob análise na Câmara dos Deputados. O texto autoriza o plantio sem a exigência de compor o espaço com espécies nativas.
Contudo, a medida exige o uso de práticas de manejo conservacionista.
Os produtores precisarão manter a cobertura do solo, priorizar métodos biológicos no controle de pragas e adotar técnicas de conservação de água.
A nova regra exclui locais com supressão de vegetação nativa após 22 de julho de 2008.
Também ficam de fora regiões de alta sensibilidade, como encostas íngremes e o entorno de nascentes.
Agricultores familiares e pequenos produtores com até quatro módulos fiscais terão acesso facilitado a linhas de crédito do Pronaf e mercados de carbono.
A comprovação da posse de boa-fé poderá ser feita por meio do Cadastro Ambiental Rural.
Segundo o deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC), a medida remove barreiras burocráticas que dificultam a regularização ambiental na Região Norte.
O parlamentar destacou que a iniciativa busca harmonizar a preservação da floresta com o crescimento econômico dos agricultores locais.
Próximas etapas no Congresso
O texto passará pela análise de várias comissões temáticas em caráter conclusivo.
Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar por votações na Câmara e no Senado.
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