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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Vale Europeu

Operação Credenciamento mira empresários e apura corrupção na Saúde de Timbó

Segunda fase da investigação cumpriu mandados em 16 endereços de seis municípios catarinenses; Polícia Civil apura suspeitas de propina, desvio de materiais e pagamento por serviços não entregues integralmente

Operação Credenciamento mira empresários e apura corrupção na Saúde de Timbó
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Credenciamento, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Saúde de Timbó. Empresários, proprietários e sócios de empresas que prestaram serviços ou forneceram materiais ao município estão entre os alvos.

As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em 16 endereços, localizados em Timbó, Indaial, Rodeio, Jaraguá do Sul, Araquari e Blumenau. Segundo a Polícia Civil, as medidas judiciais alcançaram 15 pessoas físicas e seis pessoas jurídicas.

A operação é conduzida pela 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (4ª Decor), vinculada à Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção (CECOR) e à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

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Investigação apura três possíveis frentes do esquema

De acordo com a Polícia Civil, a investigação tem como personagem central um ex-servidor municipal que seria responsável pela gestão do almoxarifado e pelo acompanhamento de contratos relacionados às unidades de saúde.

A apuração aponta que as supostas irregularidades teriam ocorrido entre 2020 e 2024. Conforme a corporação, o ex-servidor teria atuado em três frentes:

  • direcionamento de ordens de serviço para determinadas empresas credenciadas, supostamente em troca do pagamento mensal de propina;
  • autorização de notas fiscais referentes a materiais ou serviços que não teriam sido entregues integralmente ao município, com posterior divisão dos valores entre os envolvidos;
  • desvio de insumos médicos, produtos de higiene e outros materiais armazenados no almoxarifado da Saúde, que teriam sido revendidos a terceiros por preços inferiores aos praticados no mercado.

As acusações ainda estão sob investigação e deverão ser analisadas no decorrer do inquérito, respeitando-se o direito de defesa dos envolvidos.

Primeira etapa terminou com 12 pessoas indiciadas

A segunda fase representa um avanço nas apurações iniciadas anteriormente pela Polícia Civil. Na primeira etapa, 12 pessoas foram indiciadas por suspeita de envolvimento nos crimes de organização criminosa, peculato e corrupção.

O indiciamento é uma conclusão da autoridade policial dentro do inquérito e não representa condenação. Caberá ao Ministério Público analisar o material reunido e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

A Polícia Civil não divulgou, até o momento, uma estimativa consolidada do possível prejuízo causado aos cofres públicos de Timbó.

Celulares, documentos e comprovantes estão entre os alvos

Nesta etapa, os policiais buscam celulares, documentos, registros de negociações, comprovantes de transferências bancárias e outros elementos que possam esclarecer a participação de empresários e fornecedores nos fatos investigados.

O material apreendido será analisado pelos investigadores e, quando necessário, encaminhado para perícia da Polícia Científica de Santa Catarina.

Segundo a corporação, o cumprimento simultâneo dos mandados foi planejado para reduzir o risco de comunicação entre os investigados e evitar a possível destruição ou ocultação de provas.

Prefeitura afirma que investigação envolve período anterior

Em nota oficial, a Prefeitura de Timbó declarou que tomou conhecimento da segunda fase da operação e reforçou que os fatos apurados teriam ocorrido entre 2020 e 2024, não mantendo relação com a atual administração municipal.

O município afirmou que vem adotando medidas para fortalecer os mecanismos de controle, fiscalização e integridade na administração pública. Também declarou que continuará à disposição das autoridades, fornecendo informações e documentos solicitados durante a investigação.

A Prefeitura acrescentou que acompanha o caso e reiterou respeito ao trabalho das instituições, às investigações e ao devido processo legal.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO

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