Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
Saúde

Obesidade triplica no Brasil em três décadas e atinge um quarto dos adultos

Pesquisa internacional aponta que dois em cada três brasileiros estavam acima do peso ideal em 2023, impulsionados por mudanças na dieta.

Obesidade triplica no Brasil em três décadas e atinge um quarto dos adultos
© Fernando Frazão/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A taxa de obesidade no Brasil mais do que triplicou entre adultos ao longo de três décadas, conforme aponta um estudo recente divulgado pela revista Lancet. O levantamento, integrado à série Carga Global de Doenças (GBD), indica que o índice em pessoas com 25 anos ou mais saltou de 7,8% para 27,7% entre 1990 e 2023.

O território brasileiro registrou a maior expansão desse indicador entre os 17 países latino-americanos analisados no projeto.

Quando somados os quadros de sobrepeso e obesidade, a prevalência nacional passou de 40,3% em 1990 para impressionantes 66,8% em 2023. Isso significa que dois em cada três cidadãos no país apresentavam massa corporal acima do recomendado para a estatura.

Leia Também:

Junto com a Colômbia, a nação liderou o crescimento na fatia populacional com excesso de peso na América Latina, região que acumulou alta média de 47% no mesmo intervalo.

O sobrepeso e a obesidade são definidos por meio do índice de massa corporal (IMC). O primeiro ocorre quando o IMC fica entre 25,00 e 29,99, enquanto o segundo se caracteriza por valores iguais ou superiores a 30,00.

Mudança de hábitos

Conforme aponta a pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse avanço decorre de transformações profundas na rotina alimentar e na prática de exercícios.

O país vive uma transição nutricional marcada pela queda na desnutrição, mas acompanhada por uma degradação na qualidade da dieta da população.

A melhoria nas condições de vida e em políticas sociais reduziu a desnutrição a patamares residuais. Em contrapartida, houve substituição de comida fresca por produtos ultraprocessados.

Alimentos ultraprocessados ganharam espaço por serem baratos, altamente palatáveis e práticos, embora tragam taxas elevadas de gordura, sódio e açúcar.

Especialistas reforçam a urgência de políticas públicas, como tributação maior para itens nocivos e incentivo fiscal para produtos in natura, visando proteger as famílias.

Sedentarismo

Outro fator determinante para o quadro é o crescimento do sedentarismo, com indivíduos se movimentando menos e passando mais tempo diante de telas.

A combinação de dietas desequilibradas e inatividade física eleva os riscos para o desenvolvimento de enfermidades crônicas, como problemas cardiovasculares e renal.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR