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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou um caso de raiva em um cão residente no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense. O diagnóstico, divulgado em setembro, ocorreu após o animal ter histórico de contato com um morcego. As pessoas expostas receberam profilaxia preventiva e passam bem.
A raiva é uma zoonose viral grave que atinge o sistema nervoso central, provocando inflamação progressiva no cérebro. A doença apresenta uma taxa de letalidade próxima de 100% após o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos, o que exige rápida intervenção profilática em qualquer suspeita.
Segundo o histórico epidemiológico da SES-RJ, os registros anteriores de infecção em humanos no estado ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020. Em ambos os episódios antigos, a transmissão também ocorreu por meio do contato com morcegos.
Importância da vacinação antirrábica
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, ressaltou que a imunização frequente de cães e gatos é indispensável para conter a circulação do vírus. A vacina é ministrada anualmente por meio de campanhas promovidas pelos municípios brasileiros.
A próxima mobilização oficial no estado do Rio de Janeiro está agendada para sábado (26). A orientação técnica é manter cães com coleira e guia durante os passeios, além de garantir que gatos permaneçam protegidos dentro de casa, utilizando telas em janelas e portas.
Profissionais que trabalham no manejo direto de animais devem utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs). Qualquer alteração comportamental, salivação excessiva ou paralisia progressiva em pets deve ser comunicada imediatamente à vigilância de saúde local.
Cuidados ao encontrar morcegos
O CRMV-RJ alerta que morcegos avistados em horários diurnos, caídos no chão ou pendurados em locais atípicos podem estar doentes. O cidadão jamais deve tocar no animal, vivo ou morto, devendo acionar imediatamente o serviço de controle de zoonoses do município.
Apesar do risco de transmissão, a SES-RJ destaca que os morcegos cumprem papel ecológico essencial na polinização, dispersão de sementes e controle de pragas noturnas, sendo protegidos por lei ambiental.
Procedimento em caso de agressão
Em situações de mordidas, arranhões ou contato com mucosas provocado por qualquer mamífero, a recomendação é lavar a lesão com água e sabão e buscar atendimento médico urgente. Cães e gatos agressores conhecidos devem ficar sob observação por 10 dias.
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