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A inflação medida pelo INPC, indicador fundamental para a correção anual de remunerações, encerrou o mês de agosto com taxa negativa de -0,32%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice alcançou 3,98%.
As informações oficiais foram tornadas públicas nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O período registrou o resultado mais fraco para o indicador desde setembro de 2022.
Durante o mês anterior, o índice também havia apresentado deflação de -0,01%. No mesmo período do ano anterior, a taxa apontada foi de -0,21%.
O principal vetor de baixa no oitavo mês foi o setor de habitação, que recuou -2,17%, refletindo o impacto do Bônus de Itaipu nas faturas de energia elétrica.
Correção de salários
O INPC possui forte relevância prática porque seu acumulado em 12 meses serve como base para negociações e reajustes de diversas categorias profissionais.
Parâmetros como o salário mínimo, o seguro-desemprego e os pagamentos previdenciários utilizam os resultados do indicador em seus cálculos de atualização.
INPC x IPCA
Na mesma data, o IBGE apresentou o IPCA, que apontou o menor patamar em quatro anos para o período.
A principal distinção metodológica entre os indicadores reside no público-alvo: o INPC foca em famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange faixas de até 40 salários.
O levantamento do INPC monitora preços de 367 itens, atribuindo maior peso relativo aos gastos com alimentação em comparação ao índice amplo.
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