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A dramática realidade da Serra de Doutor Pedrinho, no trecho da SC-477 que liga o município a Rio Negrinho, tornou-se o mais perfeito símbolo das inversões de prioridades que marcam a atual gestão estadual. Enquanto caminhões atolam, carretas tombam e a população local vive com o coração na mão a cada temporal, o Palácio do Agronômica parece mais ocupado em garantir votos e palanques do que em resolver a vida de quem produz e circula pelo Vale do Itajaí.
A REALIDADE NO CHÃO: LAMA, DESESPERO E O MEDO DA TRAGÉDIA
A rodovia está oficialmente interditada desde janeiro de 2023 devido aos estragos causados por fortes chuvas. Passados mais de três anos, a "solução" dada pelo Governo de Santa Catarina segue sendo um desvio precário e perigoso.
Basta a chuva cair para que o caminho se transforme em uma verdadeira roleta-russa. O improviso já acumula veículos pesados atolados, acidentes e constantes interrupções para reparos paliativos. Motoristas, produtores rurais e trabalhadores regionais enfrentam o Caos diariamente e fazem a cobrança que ecoa sem resposta: Até quando? Será preciso acontecer uma tragédia com mortes para que uma solução definitiva seja tomada?
Em março de 2026, uma indicação formal foi encaminhada ao Governo do Estado cobrando urgência na conclusão das obras. Porém, no trecho, o que se vê é o abandono.
ENQUANTO ISSO, NO PALÁCIO: ATO POLITIQUEIRO E PRESSÃO SOBRE PREFEITOS
Enquanto o cidadão do Vale Europeu e do Planalto Norte conta os prejuízos e arrisca a vida na pista, o governador Jorginho Mello dedica energia e articulação institucional para promover atos políticos e pressionar prefeitos catarinenses a engolirem a chapa eleitoral do seu partido.
O objetivo da pressão governamental sobre as prefeituras é claro: forçar o apoio político das lideranças municipais às candidaturas de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Carol De Toni.
A cobrança que indigna os moradores da região é direta:
O que falta para terminar a obra da SC-477? Falta recurso, falta planejamento ou falta o governador tirar o foco da campanha eleitoral e olhar para a infraestrutura básica do estado?
A SC-477 não é um detalhe secundário: é uma artéria econômica e humana vital. Usar a máquina pública para exigir apoio a pré-candidatos enquanto as estradas estaduais desmoronam é uma demonstração clara de que as dores da população ficaram em segundo plano.
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