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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
PLANTÃO / POLICIAL

Flávio Dino proíbe deputado Mario Frias de viajar ao exterior após operação da PF

Decisão do STF investiga desvios de emendas parlamentares para financiar filme sobre Bolsonaro; PF realizou buscas em quatro estados.

Flávio Dino proíbe deputado Mario Frias de viajar ao exterior após operação da PF
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Nesta quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o Brasil. A medida foi tomada no âmbito da Operação Make Up, da Polícia Federal (PF), que investiga o suposto desvio de emendas parlamentares para financiar a produção cinematográfica "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A determinação judicial também veda a comunicação do parlamentar com outros investigados no caso. Ao todo, a PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão expedidos para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e também para o Distrito Federal, mirando uma suposta rede de desvios de recursos públicos.

Além do parlamentar paulista, a produtora de cinema Karina Gama e outras 27 pessoas foram proibidas de sair do território nacional. Segundo a decisão do ministro Dino, o congressista teria utilizado uma viagem oficial anterior ao exterior como pretexto para atrasar o envio de esclarecimentos fundamentais à apuração policial.

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O magistrado alertou sobre o risco de fuga, apontando que o cenário político recente demonstra que a evasão internacional tem sido cogitada por parlamentares sob investigação criminal. Diante disso, a presidência da Câmara dos Deputados foi acionada para averiguar a regularidade das missões oficiais do deputado.

Esquema com emendas parlamentares

A investigação liderada por Flávio Dino baseia-se em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU). Os documentos apontam suspeitas na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e para a Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas entidades ligadas à produtora Karina Gama.

Os recursos deveriam financiar projetos esportivos em Pirassununga (SP), mas a CGU não encontrou comprovação dos serviços. A PF suspeita que a verba tenha sido redirecionada para o filme. Além disso, foram identificadas movimentações financeiras milionárias atípicas em CNPJs ligados à produtora, indicando uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro.

A assessoria do parlamentar e a defesa de Karina Gama foram procuradas, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem. Em outra frente jurídica no STF, sob relatoria de André Mendonça, apura-se o repasse de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao mesmo filme, supostamente solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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