Aguarde, carregando...

DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Política

Comissão da Verdade Indígena será debatida na Câmara dos Deputados

Proposta pela deputada Sônia Guajajara, a medida quer apurar crimes do Estado contra povos originários durante o regime militar.

Comissão da Verdade Indígena será debatida na Câmara dos Deputados
© Bruno Peres/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A criação da Comissão da Verdade Indígena será tema de uma audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 17 de novembro, idealizada pela deputada federal Sônia Guajajara. A iniciativa atende a uma demanda histórica dos povos originários para apurar a responsabilidade do Estado em violações ocorridas na ditadura militar.

A realização do debate foi aprovada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, mediante o Requerimento nº 86/2026. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) defende a medida para reunir provas sobre o despotismo do regime militar contra as comunidades.

A nova comissão pretende responsabilizar o Estado por graves agressões, como escravização, torturas, envenenamentos, estupros e remoções forçadas de territórios. Além disso, o levantamento abordará prisões ilegais, desaparecimentos e a destruição de patrimônio cultural.

Leia Também:

O encontro reunirá lideranças indígenas, juristas, gestores públicos e pesquisadores. O objetivo é expandir os dados da antiga Comissão Nacional da Verdade (CNV), que analisou apenas dez etnias e documentou a morte estimada de 8.350 indígenas entre 1964 e 1985.

As populações analisadas anteriormente pela CNV representavam somente 3,3% dos grupos identificados na época. Atualmente, o país reconhece 305 povos, sem contar aqueles que vivem em situação de isolamento voluntário.

Críticas ao relatório anterior

Integrante do Grupo de Trabalho Indígena da CNV, o jornalista Marcelo Zelic, falecido em 2023, contestou a versão inicial do relatório de 2014. Com apenas 35 páginas, o texto sintetizava de forma rasa duas décadas de violações de direitos.

Após intensos protestos, o documento foi substituído. Zelic publicou análises demonstrando que o próprio Estado facilitou os crimes por meio do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), posteriormente substituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Zelic propôs uma estrutura com equipes técnicas e um colegiado articulado com a Rede de Comissões da Verdade Indígena (Rede CVI). A proposta visava incentivar que as próprias comunidades e universidades criassem núcleos de investigação para medir impactos territoriais e sociais.

Segundo Sônia Guajajara, o reconhecimento dessas atrocidades é fundamental para a democracia. A deputada reforça que garantir a memória e a verdade é essencial para reparar danos e evitar que novas violações aconteçam no país.

FONTE/CRÉDITOS: Letycia Treitero Kawada - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR