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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
PLANTÃO / POLICIAL

STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da PF

Pedido de vista do ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento, mas a liminar de André Mendonça continua valendo.

STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da PF
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta terça-feira (8), para confirmar a suspensão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada. A liminar foi concedida pelo ministro André Mendonça após denúncias de espionagem ilegal contra integrantes do governo e do próprio STF.

Apesar da maioria atingida com os votos favoráveis dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques, o encerramento do julgamento no ambiente virtual foi suspenso por um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes. Com a paralisação do processo, a decisão provisória de Mendonça permanece em vigor.

A sessão extraordinária do colegiado foi aberta às 10h a pedido de Mendonça, logo após o magistrado atender a uma representação protocolada pelo partido Novo. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma do tribunal.

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Origem das investigações e suposto monitoramento

Para fundamentar o afastamento do comando da corporação, Mendonça alegou ter sido alvo de monitoramento clandestino durante o mês de agosto. Segundo a decisão, teriam sido produzidos ao menos seis relatórios sigilosos de inteligência sem respaldo legal. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também teria sido monitorado.

A existência desses documentos veio a público quando o ministro Alexandre de Moraes divulgou um dos relatórios. Moraes argumentou que Mendonça estaria cometendo abuso de autoridade na condução da Operação Compliance Zero, voltada a apurar fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

Antes dessa divulgação, Mendonça já havia tornado públicas mensagens obtidas do telefone de Vorcaro. Os diálogos indicavam uma suposta proximidade entre o ex-banqueiro e Moraes, incluindo menções à revisão de um contrato milionário e a vazamentos de informações sigilosas. O ministro Alexandre de Moraes nega qualquer irregularidade ou contato informal com o investigado.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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