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O Grupo Posthaus, varejista de moda com mais de 40 anos de história e sede em Blumenau (SC), anuncia a nomeação de Robson Parzianello como Diretor Comercial. O executivo, até então membro do conselho da empresa, assume uma frente ampliada que reúne sob uma única liderança as áreas de comercial, marketing, e-commerce, tecnologia e pós-venda, em uma reorganização estrutural que reflete a aposta do grupo em velocidade de execução e integração ponta a ponta da operação.
A movimentação acontece num momento de forte expansão do setor. O comércio eletrônico de moda faturou R$ 2,9 bilhões no Brasil em 2025, alta de 35% em relação ao ano anterior, com mais de 10 milhões de produtos vendidos, crescimento de 28% em volume (E-commerce Brasil). O segmento mantém a liderança no e-commerce brasileiro e, de acordo com as projeções, deve alcançar US$ 8,47 bilhões em receita em 2025, com crescimento médio anual de 11,56% até 2029. No varejo físico e digital, 92% das varejistas reportaram vendas superiores às de 2024, segundo enquete da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX).
Para o Grupo Posthaus, a reestruturação interna não é coincidência com esse cenário, é uma resposta calculada a ele.
Tecnologia como eixo central, não como acessório
A agenda de digitalização é o motor da nova gestão. Sob Parzianello, o uso de inteligência artificial já está presente em processos como curadoria e edição de imagens de produtos, análise de precificação, gestão de dados e relacionamento com consumidores. A diretriz é eliminar a fragmentação entre áreas e tornar a jornada do cliente mais fluida, do primeiro clique à entrega.
"Hoje, digitalizar não é mais uma opção. É um caminho essencial para as empresas continuarem relevantes. Tudo muda muito rápido, e isso exige revisão constante de como a marca se posiciona, se organiza internamente e entrega valor ao cliente", afirma o executivo.
A leitura de Parzianello sobre inteligência artificial vai além das aplicações já consolidadas. Experiências recentes em eventos internacionais, como o HumanX 2026, reforçaram sua visão sobre o papel estrutural da IA nos negócios. "Não estamos mais falando de sistemas que apenas respondem, mas de estruturas com maior autonomia, capazes de impactar diretamente as atividades", diz.
Ao mesmo tempo, o diretor faz questão de ressaltar o contrapeso humano nessa equação. "À medida que tarefas operacionais são automatizadas, habilidades como pensamento crítico, repertório e capacidade analítica ganham ainda mais peso.
De varejista a plataforma: o movimento que muda o jogo
A reestruturação interna é apenas uma face da transformação. O Grupo Posthaus avança em um posicionamento mais ambicioso: tornar-se uma plataforma de vendas e operações para marcas parceiras, atuando como braço comercial e logístico da indústria da moda, sem interferir na estratégia ou identidade das marcas atendidas.
Com mais de 17 anos de operação em e-commerce, a empresa abre sua infraestrutura para terceiros por meio de uma vertical de fulfillment que assume toda a operação para os parceiros, do recebimento e armazenagem à separação e entrega. O modelo permite que a marca foque em produto e venda enquanto o Grupo Posthaus executa a logística.
Os resultados do primeiro ano dessa operação são concretos, possibilitando uma redução de até 45% nos custos logísticos para os parceiros, com ganhos em velocidade de entrega, precisão de estoque e produtividade operacional.
"Nosso papel é organizar esse mecanismo de eficiência em diferentes canais, garantindo que as marcas consigam executar melhor e chegar mais longe", afirma Parzianello. A ambição declarada é posicionar o grupo como referência em logística especializada para o setor de moda.
A infraestrutura por trás dos números
O que sustenta essa proposta é uma operação logística construída ao longo de anos e agora aberta ao mercado. O Grupo Posthaus opera um centro de distribuição automatizado com 4,5 quilômetros de esteiras, WMS próprio integrado a ERPs como Bling e Tiny, e um hub de fretes conectado a mais de 40 transportadoras, arquitetura que garante competitividade de prazo e custo em qualquer região do Brasil.
Os indicadores operacionais falam por si, taxa de erro de 0,01%, estoque de alta precisão e capacidade de absorver picos de demanda, como os períodos de Black Friday, que em 2025 movimentou mais de R$ 30 bilhões no e-commerce brasileiro ao longo do mês de novembro.
"Abrimos essa vertical de negócio porque é um movimento natural depois de tudo o que construímos ao longo de quatro décadas, temos muito a contribuir para viabilizar a competitividade de nossos parceiros no mercado atual", conclui o diretor.
Werner Duwe, 202 – Badenfurt
Blumenau (SC)
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