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O governo federal está em fase de planejamento para expandir o programa Desenrola Brasil, com foco em trabalhadores informais e indivíduos que mantêm suas contas em dia, mas ainda enfrentam juros elevados. A expectativa é que a novidade seja oficializada até o começo de junho.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a nova etapa visa contemplar especialmente os trabalhadores informais, que frequentemente recorrem a empréstimos com taxas de juros mais altas devido à instabilidade de sua renda mensal. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov.
O ministro ressaltou a atenção dedicada pelo governo aos trabalhadores informais, destacando que a ausência de uma renda fixa e a natureza errática de seus ganhos os tornam mais vulneráveis aos juros elevados praticados no mercado financeiro.
Expansão do Desenrola
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a versão atualizada do Desenrola Brasil, destinada a cidadãos com renda de até cinco salários mínimos (aproximadamente R$ 8.105). O programa abrange a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Esta reformulação busca aliviar o peso financeiro sobre as famílias, com ênfase na redução de débitos de alto custo. A iniciativa também contemplará a renegociação de dívidas estudantis contraídas através do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Dario Durigan esclareceu que o Desenrola não incentiva a inadimplência, mas sim reconhece o mérito dos cidadãos que, mesmo em dificuldades, mantêm suas obrigações financeiras. Ele argumentou que o alto endividamento é um reflexo de períodos econômicos desafiadores, incluindo a pandemia e a ausência de políticas de apoio governamental anteriores.
“O que nós estamos querendo fomentar aqui é a adimplência, é o pagamento das contas. É isso que nos interessa”, afirmou o ministro. Ele enfatizou que o Desenrola é um programa de sucesso e que deve ser visto como uma oportunidade para renegociação em um cenário pós-crise.
“Nós temos que aproveitar esse momento pós-pandemia, pós-governos desastrosos no Brasil, para que a gente dê esperança para as pessoas e renegocie. Então, é o momento de renegociar e pagar a dívida. Por isso, queremos incentivar o bom pagador, tratar num segundo momento desses incentivos, seja o estudante do Fies que está adimplente, seja quem tem uma taxa de juros alta e também segue adimplente”, concluiu.
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