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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Galípolo recebe direção do banco para tratar de socorro financeiro ao BRB

Encontro institucional ocorre em meio à demora na liberação de R$ 6,6 bilhões e entraves com garantias exigidas por bancos privados após perdas com o Banco Master.

Galípolo recebe direção do banco para tratar de socorro financeiro ao BRB
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, esteve reunido nesta segunda-feira (27) com o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, para debater a situação da instituição. O encontro a portas fechadas ocorreu enquanto se arrasta a liberação do socorro financeiro ao BRB, pacote de R$ 6,6 bilhões voltado a cobrir rombos decorrentes de operações com o Banco Master.

Realizada em Brasília entre 15h30 e 16h30, a audiência constava na agenda oficial de Galípolo como compromisso sobre assuntos institucionais. Também participaram do encontro o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e a diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.

Entraves e garantias do pacote financeiro

A presença da responsável por gestão de riscos do BRB enfatiza a gravidade do cenário. O plano aprovado no Supremo Tribunal Federal (STF) estipula que o Governo do Distrito Federal (GDF) aporte R$ 2,2 bilhões próprios, enquanto tenta a captação de R$ 6,6 bilhões via Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e instituições parceiras.

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Contudo, a efetivação dos repasses esbarra no receio dos bancos privados envolvidos. As instituições exigem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assumam o papel de fiadores, transferindo o risco de uma eventual inadimplência para os bancos públicos federais.

Problemas de liquidez e balanço atrasado

Paralelamente, o BRB lida com dificuldades severas de caixa. Recentemente, a instituição cancelou um acordo de R$ 15 bilhões com a gestora Quadra Capital, contrato que previa trocar ativos ilíquidos do Banco Master por recursos com disponibilidade imediata.

Outro grande obstáculo para destravar os recursos é o atraso na publicação das demonstrações financeiras relativas a 2025. Sem a divulgação do balanço auditado, exigência fundamental das autoridades, o banco brasiliense segue sujeito a sanções e multas aplicadas pelo Banco Central.

Críticas do Ministério da Fazenda

O impacto das operações foi detalhado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. O representante da pasta declarou em entrevista que o patrimônio da instituição foi seriamente comprometido ao adquirir carteiras de baixa qualidade vinculadas ao Banco Master.

De acordo com Durigan, o BRB alocou aproximadamente R$ 12 bilhões na transação e recebeu em troca papéis sem valor real de mercado, o que acabou por desencadear a crise operacional enfrentada pelo banco estatal.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

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