O que deveria ser apenas mais uma terça-feira administrativa em Timbó transformou-se no epicentro de uma crise política e policial. A cidade amanheceu sob o impacto de uma operação da DECOR (Delegacia de Combate à Corrupção), que realizou uma devassa no Centro Integrado de Cultura (CIC), culminando na queda imediata da chefia do setor.

A chegada das viaturas da Polícia Civil de Blumenau, cumprindo ordem judicial logo nas primeiras horas da manhã, pegou servidores e moradores de surpresa. Embora o teor exato das investigações ainda esteja sob sigilo, a presença de uma unidade especializada em combater crimes contra a administração pública levanta suspeitas graves sobre a gestão da pasta.

 

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"Cabeça" rola no fim da tarde

 

A resposta do executivo foi rápida, numa clara tentativa de estancar a sangria política. Diante da pressão e da repercussão negativa instantânea, o Prefeito Flávio Buzzi foi às redes sociais tentar acalmar os ânimos, colocando o gabinete à disposição para "esclarecimentos".

No entanto, o discurso de transparência foi seguido por uma ação drástica: a exoneração sumária do Diretor de Cultura no fim da tarde. A demissão relâmpago sugere que a situação pode ser mais complexa do que o governo deixa transparecer inicialmente.

 

Clima tenso na Câmara

 

O escândalo respingou imediatamente no Legislativo. A sessão da Câmara de Vereadores, que poderia ser rotineira, foi tomada pelo assunto. O líder do governo , vereador Joselito Küss, subiu à tribuna numa difícil missão de blindagem política, enquanto o vereador Flávio Ribeiro também se manifestou, evidenciando que o caso dominará a pauta política da cidade nos próximos dias.

A comunidade agora aguarda: o que a Polícia Civil levou do CIC e quem mais pode ser atingido por essa investigação?

Nota: A sessão completa, marcada pelo clima de tensão, pode ser conferida no link oficial da Câmara.

 

https://www.youtube.com/live/SHgZSxE2Cz8?si=1CiqAMyq6yMd2CF0

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO