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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Câmara dos Vereadores

Câmara aprova projeto que prevê instalação de sistemas fotovoltaicos em prédios públicos de Blumenau

O texto ainda precisa ser aprovado em redação final, antes de seguir para sanção do Executivo municipal.

Câmara aprova projeto que prevê instalação de sistemas fotovoltaicos em prédios públicos de Blumenau
Rogério Pires | Imprensa CMB
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A Câmara Municipal de Blumenau aprovou, em segunda votação, na sessão ordinária desta terça-feira (21), o Projeto de Lei 9544/2026, de autoria do vereador Bruno Cunha (Cidadania), que institui o Programa de Geração de Energia Fotovoltaica em Prédios Públicos Municipais. O texto ainda precisa ser aprovado em redação final, antes de seguir para sanção do Executivo municipal.

A proposta tem o objetivo de promover a sustentabilidade, reduzir custos com energia elétrica, ampliar a eficiência energética e incentivar o uso de fontes renováveis em Blumenau.

Entre as diretrizes do programa está, observada a viabilidade técnica e orçamentária, a utilização de sistemas de geração de energia fotovoltaica nos próprios públicos municipais, bem como em espaços públicos e privados, na forma da regulamentação própria.

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Também tem como diretrizes a redução dos custos da administração pública municipal com consumo de energia elétrica; o incentivo ao uso de fontes limpas e renováveis de energia e contribuir para a redução da emissão de gases de efeito estufa e preservação ambiental.

Por fim, o programa ainda busca ampliar a autonomia e eficiência energética das estruturas públicas municipais e promover a conscientização ambiental e energética junto aos servidores públicos e à população.

Semana Municipal da Moda Sustentável

Os vereadores também aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei 9542/2026, de autoria do vereador Jean Volpato (PT), que institui a Semana Municipal da Moda Sustentável, do Design e da Moda Autoral no Calendário Oficial de Eventos do Município. Conforme a proposta, a semana deverá ser realizada anualmente, na última semana do mês de agosto, em alusão e celebração ao Dia Nacional do Brechó, comemorado no dia 25 de agosto.

Conforme o texto, a semana tem como objetivos fomentar o desenvolvimento econômico sustentável da cadeia têxtil e de confecção do município, incentivar a pesquisa, a inovação tecnológica e o uso inteligente de recursos aplicados à eficiência energética, economia circular e mitigação de impactos ambientais na indústria da moda local.

A iniciativa também busca valorizar, apoiar e dar visibilidade ao design local e à moda autoral de Blumenau, estimulando a economia criativa, o empreendedorismo e novos talentos.

Outros objetivos da semana são promover o consumo consciente, responsável e a moda circular, estimulando práticas de reaproveitamento, logística reversa e upcycling, além de reconhecer a importância socioeconômica dos brechós, cooperativas de costura e artesãos na geração de emprego, renda e no fortalecimento da economia família. Além disso, a semana prevê o apoio de ações educativas, culturais, técnicas e informativas desenvolvidas pela sociedade civil, instituições de ensino, entidades empresariais, sindicatos patronais e laborais do setor têxtil.

A semana também pretende estimular a realização de desfiles de moda autoral, mostras de design, feiras de fomento à moda circular e exposições que promovam a identidade cultural e a produção têxtil sustentável da região. O projeto ainda precisa ser aprovado em redação final na Câmara, antes de seguir para sanção do Executivo municipal.

Vetos rejeitados

Durante a sessão ordinária, a maioria dos vereadores rejeitou vetos totais do Executivo em relação a três projetos de autoria dos parlamentares. O primeiro veto do Executivo foi em relação ao Projeto de Lei 9482/2026, de autoria do vereador Adriano Pereira (PT). A proposta dispõe sobre fiscalização, divulgação de informações e sanções nos casos de obras públicas paralisadas no município de Blumenau.

O outro veto rejeitado pelos vereadores faz referência ao Projeto de Lei 9493/2026, de autoria do vereador Bruno Cunha (Cidadania), que pretende instituir o Programa “Blumenau em Movimento - Trânsito Transparente” e estabelecer a obrigatoriedade de divulgação prévia de intervenções viárias no município de Blumenau.

Na discussão dos vetos, parlamentares que votaram contrários aos dois primeiros vetos, ao utilizar a tribuna, defenderam mais transparência na administração municipal e nas questões públicas, apontando que a população clama por mais transparência e publicidade. Também defenderam que os projetos são constitucionais, contrariando a justificativa de inconstitucionalidade apresentada pelo Executivo municipal. Também reforçaram a necessidade de mais diálogo do Executivo municipal com a Câmara de Vereadores.

O vereador Alexandre Matias (PSDB), líder do Governo na Câmara, defendeu a manutenção dos vetos, afirmando que ambos os vetos do Executivo possuem fundamentação técnica e não política. Segundo o vereador explicou, conforme pareceres apresentados pelo Executivo, os dois projetos são formalmente inconstitucionais por vício de iniciativa, conforme entendimento da Procuradoria do Município. Também rebateu críticas sobre a falta de diálogo entre os Poderes, apontando que observa que os parlamentares mantêm contato frequente com o Executivo e reforçou seu perfil de intermediação.

Por fim, os parlamentares também rejeitaram o veto total ao Projeto de Lei Complementar 2495/2026, que altera dispositivo no anexo I da Lei Complementar nº 751, de 23 de março de 2010. O projeto é de autoria do vereador Egídio da Rosa Beckhauser (Republicanos). A proposta pretende alterar o zoneamento da Rua Teresa Cristina, localizada no Bairro Velha, passando de Zona Residencial 3 (ZR3) para Corredor de Serviço 3 (CS3).

Na prática, segundo o autor, a proposta adequa o zoneamento da Rua Teresa Cristina à realidade da região, que apresenta intenso fluxo de veículos, circulação de pessoas e atividades comerciais consolidadas. Além disso, também se colocou que ruas vizinhas já são classificadas como Corredor de Serviço 3, o que demonstra a vocação econômica da área.

O líder do Governo na Câmara apontou novamente que o veto também foi embasado nas questões técnicas da Prefeitura, apontando que a Rua Teresa Cristina, por ser uma via sem saída e com gabarito reduzido, não atende aos critérios para ser classificada como Corredor de Serviço 3. Também afirmou que a mudança de zoneamento poderia impactar a questão imobiliária da região e criar um precedente ao desconsiderar o processo de análise realizado pelo Conselho Municipal de Planejamento. Os vetos rejeitados serão encaminhados ao Executivo para promulgação.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa CMB

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