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Vereador Flávio Linhares e família de jovem vitimado por acidente de moto cobram flexibilização dos critérios de portaria da Anvisa para inclusão em testes de novo tratamento nacional.
A corrida contra o tempo para garantir o acesso a tratamentos inovadores no SUS ganhou mais um capítulo dramático. Após sofrer um acidente de moto sem envolvimento de terceiros, o jovem Adrian teve a medula completamente rompida na altura da vértebra L1. O trauma resultou em paraplegia, com perda total dos movimentos e da sensibilidade da cintura para baixo, afetando gravemente órgãos como bexiga e intestino.
Apesar da gravidade do diagnóstico, a família mantém a esperança centrada no tratamento experimental com a *Polilaminina* — substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros que tem demonstrado potencial de regeneração e reversão de danos medulares.
De acordo com Aline, irmã do jovem que lidera a busca por soluções médicas, pareceres de neurocirurgiões particulares e avaliações de especialistas ligados ao próprio desenvolvimento da droga confirmam o potencial benéfico do estudo para o quadro de Adrian. Declarações da Dra. Tatiana Sampaio, uma das pesquisadoras à frente do projeto, indicam que a condição clínica e o nível vertebral do paciente o tornam apto a ter respostas bastante positivas com a aplicação da substância.
No entanto, barreiras burocráticas impostas por portarias da Anvisa e a dependência de autorizações judiciais têm impedido a inclusão imediata de Adrian e de outros pacientes no estudo clínico.
O vereador Flávio Linhares tem se mobilizado para dar visibilidade ao caso e pressionar os órgãos reguladores. Segundo o parlamentar, o caso de Adrian é idêntico ao de outros jovens no país, como o de um paciente conhecido como Tiba, que também enfrentam entraves para acessar a medicação — que é 100% brasileira e sem custos aos participantes.
"A Polilaminina precisa de pacientes para avançar nos testes, e pacientes como o Adrian precisam desesperadamente dessa chance. Trata-se da oportunidade de recuperar a autonomia, o controle das funções metabólicas e até a capacidade de voltar a andar. Não podemos aceitar que critérios burocráticos rígidos matem a esperança dessas famílias", defende o vereador.
A mobilização já atraiu a atenção de parlamentares estaduais e federais, que começam a somar forças para revisar as exigências da Anvisa e acelerar a liberação de testes compassivos do medicamento. A família e a equipe do vereador convocam a sociedade civil a engajar na causa, pressionando o Ministério da Saúde e a Anvisa nas redes sociais para dar celeridade ao processo.
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