Aguarde, carregando...

TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Carregando jogos...
Notícias/Política

Brasil registra mais de 767 mil novos postos de trabalho com base em dados do Caged

O setor de serviços impulsiona a geração de vagas, com destaque para saúde humana e serviços sociais.

Brasil registra mais de 767 mil novos postos de trabalho com base em dados do Caged
© Fernando Frazão/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Brasil registrou a abertura de 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse desempenho positivo no emprego formal foi observado em todas as unidades da Federação, com o setor de serviços sendo um dos principais impulsionadores do resultado, evidenciando a recuperação do mercado de trabalho.

O salário médio real de admissão em maio de 2026 foi de R$ 2.384,10. Embora esse valor represente uma leve queda de R$ 17,97 (0,75%) em relação a abril do mesmo ano, ele se mantém R$ 35,98 (+1,5%) superior ao registrado em maio de 2025.

Essas informações, que detalham o mercado de emprego formal, provêm do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A divulgação ocorreu nesta terça-feira, dia 30, em Brasília, feita pelo ministro Rogério Marinho, titular da pasta.

Leia Também:

Em maio, o país alcançou um saldo positivo de 72.260 novas vagas, segundo o Caged. Esse resultado é fruto de 2.207.303 admissões contra 2.134.343 desligamentos.

Os setores que mais contribuíram para a geração de postos de trabalho foram:

O setor de serviços, com 45.655 vagas;

A construção civil, adicionando 12.096 vagas;

A agropecuária, com 10.205 novas oportunidades;

A indústria, que gerou 4.974 vagas;

E o comércio, com um saldo de 40 vagas.

Destaques por setor e atividades em alta

O crescimento do setor de serviços foi impulsionado por subsetores específicos. Dentre eles, destacam-se Saúde Humana e Serviços Sociais, com a criação de 14.478 vagas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que adicionaram 11.413 postos, e Transporte, Armazenagem e Correio, com mais 6.227 vagas.

Na agropecuária, a expansão do emprego formal foi notável nas culturas de café, com 17.674 vagas, laranja, com 2.458, e cana-de-açúcar, com 828 novas oportunidades.

A construção civil, por sua vez, teve sua geração de vagas impulsionada principalmente por obras de infraestrutura, que somaram 8.916 postos de trabalho.

O setor industrial registrou a abertura de postos de trabalho formais em diversas áreas. Os destaques foram a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (3.232 vagas), a produção de derivados do petróleo, biocombustíveis e coque para alumínio (2.294 vagas), e a fabricação de produtos alimentícios (2.216 vagas).

Analisando o acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, as maiores taxas de empregabilidade foram observadas no serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).

Desempenho por unidades da Federação

Em maio, o emprego formal apresentou crescimento em 22 das 27 unidades da Federação. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, com um acréscimo de 18.224 vagas, Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, que somou 9.195 novos postos de trabalho.

Contudo, algumas regiões registraram desempenho negativo. O Rio Grande do Sul teve uma retração de 5.657 vagas, seguido por Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). O ministro Rogério Marinho atribuiu esses resultados à sazonalidade de setores do agronegócio.

Especificamente no Rio Grande do Sul, a queda nos postos de trabalho é parcialmente explicada pelo término da safra agrícola e, também, pela imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos a setores como o de couro e calçados, conforme análise do MTE.

Impacto no programa Bolsa Família

O ministro Rogério Marinho fez questão de ressaltar que as admissões e desligamentos no mercado formal também incluíram beneficiários do programa Bolsa Família. Essa constatação desmente a narrativa de que o programa desencorajaria a busca por emprego formal para evitar a perda do benefício, uma crítica frequentemente levantada por empresários e formadores de opinião.

Entre janeiro e abril, 1.451.616 beneficiários do Bolsa Família foram contratados, enquanto 1.030.000 foram desligados, resultando em um saldo positivo de 421 mil pessoas no emprego formal, segundo dados apresentados pelo ministro.

FONTE/CRÉDITOS: Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR