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O Brasil alcançou a marca inédita de 35% dos empreendedores com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no ano passado, totalizando 10,7 milhões de cidadãos nessa condição. O patamar representa o maior índice já documentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No decorrer de 2025, o país contabilizou 103 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 30,6 milhões foram classificadas como empreendedoras, grupo que abrange tanto empregadores quanto profissionais que atuam por conta própria.
Aproximadamente 20 milhões desses trabalhadores, ou seja, 65% do total, operavam sem o documento corporativo. Os números foram divulgados por meio de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Trajetória histórica da formalização
Desde o início da série histórica em 2012, quando apenas 24% dos profissionais autônomos e empregadores possuíam a inscrição, a proporção apresentou crescimento contínuo. Em 2024, a taxa havia alcançado 33,6%.
A posse do CNPJ traz diversas vantagens operacionais. Entre os benefícios estão a emissão de notas fiscais, a facilidade no acesso a serviços bancários e crédito empresarial, além da cobertura previdenciária.
Impacto da escolaridade
Especialistas do IBGE apontam que a taxa de formalização guarda forte relação com o grau de instrução. Entre os trabalhadores com ensino superior, mais da metade já conta com registro formal.
Programas de desburocratização, como o Microempreendedor Individual (MEI), desempenham papel fundamental. A iniciativa simplifica o pagamento de tributos e garante direitos fundamentais à aposentadoria e auxílios médicos.
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