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Blumenau inicia mutirão para mapear rastro da Febre do Oropouche

Ação conjunta entre pesquisadores e agentes de saúde começa dia 29 de junho e segue até o fim de julho nos 470 endereços definidos no município

Blumenau inicia mutirão para mapear rastro da Febre do Oropouche
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Com o objetivo de mapear a circulação do vírus Oropouche, Blumenau inicia na próxima segunda-feira, dia 29, um mutirão para identificar a quantidade de pessoas que foram infectadas pela febre no município. Lideradas pela médica infectologista Luisa Andrea Torres Salgado, as equipes de pesquisa visitarão 470 endereços definidos no município e serão acompanhadas por agentes de saúde locais. A pesquisa, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, segue até o fim de julho.

"Chegamos a esse número de endereços por meio de análise estatística, de modo a garantir que a amostra seja representativa da população do município", esclarece Luisa. A participação é voluntária. Ao serem abordados, os moradores receberão explicações detalhadas sobre o projeto e, caso aceitem participar, deverão assinar um termo de consentimento antes da coleta de uma amostra de sangue para análise.

Diferente dos testes de rotina para quem está doente, o estudo busca identificar quem já teve contato com o vírus no passado e desenvolveu anticorpos, mesmo que não tenha apresentado sintomas graves. 

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é compreender a distribuição da doença no município e ampliar o conhecimento sobre a circulação do vírus. “A avaliação da presença de anticorpos permite entender a história natural da infecção e gerar informações essenciais para o planejamento em saúde pública”, diz Luisa.

Para o secretário de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, mais uma vez Blumenau se destaca. “Com esses dados em mãos, a Secretaria de Promoção da Saúde poderá agir de forma preventiva, e não apenas reativa. Entender onde o vírus circulou nos permite fortalecer o monitoramento das arboviroses e refinar nossas estratégias de controle, garantindo uma resposta rápida e eficiente para a nossa população."

O trabalho é considerado fundamental para a região, especialmente em um momento de atenção voltado para as doenças transmitidas por insetos.

FONTE/CRÉDITOS: Assessora de comunicação: Elaine Malheiros

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