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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Saúde

Anvisa registra Columvi (glofitamabe) como nova opção para linfoma não Hodgkin

A agência reguladora destaca a inovação terapêutica para pacientes com câncer hematológico agressivo.

Anvisa registra Columvi (glofitamabe) como nova opção para linfoma não Hodgkin
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, anunciou nesta segunda-feira (20) o registro do Columvi (glofitamabe), um novo medicamento desenvolvido pelo laboratório Roche, que se torna uma importante alternativa para o tratamento de pacientes adultos com um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin no Brasil, conforme publicado no Diário Oficial da União.

O Columvi, quando utilizado em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é especificamente indicado para adultos diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) que apresentaram recidiva da doença ou que se mostraram refratários aos tratamentos iniciais.

Além disso, este produto biológico é uma opção viável para pacientes que não possuem as condições clínicas necessárias para serem submetidos ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), um procedimento que utiliza as próprias células-tronco do indivíduo no combate ao linfoma.

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Em comunicado oficial, a agência reguladora enfatizou que a chegada deste novo fármaco representa uma expansão significativa nas opções terapêuticas disponíveis para indivíduos que enfrentam esse tipo de câncer agressivo.

A Anvisa descreveu o registro do Columvi como uma “inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica”, destacando sua capacidade como um anticorpo biespecífico que redireciona o sistema imune do paciente para combater as células tumorais de forma mais eficaz.

A doença

O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é reconhecido como um câncer hematológico de natureza agressiva, caracterizado por seu rápido desenvolvimento.

Este subtipo é o mais prevalente entre os linfomas não Hodgkin agressivos, apresentando uma evolução clínica acelerada. A necessidade de tratamentos eficazes é crucial, especialmente para pacientes com doença recidivante ou refratária, onde as alternativas para controle ou cura são frequentemente limitadas.

No Brasil, a fabricante estima que aproximadamente 4 mil novos diagnósticos desta doença são registrados anualmente.

A terapia

A administração do Columvi (glofitamabe) é realizada por via intravenosa, e um ponto importante é que o tratamento pode ser feito sem a necessidade de internação hospitalar do paciente.

O protocolo da terapia prevê uma duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, distribuída em 12 ciclos de tratamento.

A Roche ressaltou os resultados de um estudo clínico global, publicado em novembro de 2024 na renomada revista científica The Lancet, que demonstrou uma redução de 41% no risco de morte em comparação com o protocolo terapêutico tradicional.

Adicionalmente, o estudo apontou que 50,3% dos participantes que receberam o novo esquema terapêutico alcançaram a remissão completa da doença, um resultado significativamente superior aos 22% observados no grupo comparativo. Houve também uma redução de 63% no risco de progressão da doença.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

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