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Da sala de aula para uma feira científica com projetos de três países. Estudantes e professores da Rede Municipal de Ensino de Pomerode voltaram da XI Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC) com cinco premiações e novas oportunidades para levar as pesquisas ainda mais longe.
O principal destaque foi o projeto “Die Honigbiene: Investigação de Fenômenos em Colônias de Abelhas Sem Ferrão e seu Equilíbrio Ecológico”, da EEBM Dr. Amadeu da Luz, reconhecido como Melhor Projeto de Escola Pública e também com o 1º lugar na Categoria III, destinada a estudantes do 4º ao 6º ano do Ensino Fundamental.
A XI FEBIC foi realizada entre os dias 14 e 18 de setembro, no Campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville, e reuniu 390 projetos.
Pesquisa sobre abelhas conquista dois prêmios
O trabalho premiado foi desenvolvido pelos estudantes Manuela Gaedtke e João Miguel, com orientação da professora Dolores Knopf Volkmann.
A pesquisa investigou fenômenos relacionados às colônias de abelhas sem ferrão e sua importância para o equilíbrio ecológico.
Para a professora Dolores, participar da feira permitiu aos estudantes vivenciar na prática o papel de pesquisadores.
“Ao apresentar o projeto na FEBIC, os alunos tiveram a oportunidade de falar sobre aquilo que vivenciaram e pesquisaram, responder perguntas e perceber que outras pessoas se interessavam pelo que haviam construído. Foi emocionante vê-los assumir o papel de pequenos pesquisadores, demonstrando orgulho por tudo o que realizaram”, destaca.Segundo a professora, a experiência também mostra o potencial que surge quando os estudantes têm espaço para investigar, criar e buscar respostas.
“Esses reconhecimentos mostram que, quando damos aos nossos estudantes espaço para perguntar, investigar, criar e buscar respostas, eles são capazes de ir muito além do que imaginamos. Para a educação de Pomerode, esse reconhecimento é motivo de orgulho, porque valoriza o trabalho desenvolvido diariamente nas escolas, o empenho dos professores e, principalmente, o potencial dos nossos estudantes”, ressalta.
Palmeira-juçara também leva Pomerode ao primeiro lugar
Outro destaque foi o projeto “A Importância Ecológica da Palmeira-Juçara na Fauna e nos Processos de Dispersão de Sementes e Regeneração Natural da Mata Atlântica”, da Escola Municipal Raulino Horn.
Desenvolvido pelas estudantes Emanuella Caroline Soberanski e Acsa de Lara de Almeida, com orientação da professora Tatiane Karoline Voltolini, o trabalho conquistou o Prêmio Pequeno Cientista e o 1º lugar na Categoria II.
Para Tatiane, a participação na FEBIC proporcionou experiências que vão além da rotina em sala de aula.
“Foi uma semana de muita aprendizagem e de experiências que dificilmente aconteceriam apenas dentro da sala de aula. Nossos estudantes puderam conhecer diferentes formas de fazer pesquisa, ouvir outros estudantes, trocar ideias, fazer novas amizades e perceber que existem muitas maneiras de aprender e construir conhecimento”, comenta.A professora também destaca a importância de colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem.
“Quando damos espaço para os estudantes participarem e serem protagonistas, eles nos surpreendem com tudo o que são capazes de fazer. Os projetos proporcionam uma aprendizagem mais significativa, na qual os estudantes se envolvem de verdade e participam ativamente de cada etapa”, afirma.Destaque em Práticas Educativas Inspiradoras
A professora Juliana Roloff Frotscher apresentou o trabalho “Sentir para Existir: Como os Bebês Conhecem o Mundo ao Seu Redor”. Juliana ganhou o Destaque em Práticas Educativas Inspiradoras ao apresentar o trabalho feito no CEIM Paula Uber.
“É uma oportunidade de mostrar o trabalho que realizamos diariamente dentro dos CEIMs e dar visibilidade à potência das experiências vivenciadas pelos bebês. E simboliza o reconhecimento de todo um trabalho construído no dia a dia, com dedicação, pesquisa e olhar atento para as experiências dos bebês. É uma conquista que compartilho com as crianças, com toda a equipe do CEIM e com a Educação Infantil de Pomerode”, frisa.Em relação à feira, a professora ficou admirada pela diversidade do público e percebe como algo positivo e enriquecedor no compartilhamento de ideias.
“Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a participação de um casal de idosos, ela com 77 anos e ele com 75. Achei isso muito significativo, porque mostra que a FEBIC realmente é um evento que não tem idade. É um espaço de troca, conhecimento e aprendizagem para todos”, aponta.
Todas as cinco premiações para Pomerode
Quatro projetos da Rede Municipal de Ensino representaram Pomerode na XI FEBIC. Confira os trabalhos e os resultados:
Die Honigbiene: Investigação de Fenômenos em Colônias de Abelhas Sem Ferrão e seu Equilíbrio Ecológico
Escola: EEBM Dr. Amadeu da Luz
Orientadora: Dolores Knopf Volkmann
Estudantes: Manuela Gaedtke e João Miguel
Premiações: Melhor Projeto de Escola Pública e 1º lugar na Categoria III.
A Importância Ecológica da Palmeira-Juçara na Fauna e nos Processos de Dispersão de Sementes e Regeneração Natural da Mata Atlântica
Escola: EM Raulino Horn
Orientadora: Tatiane Karoline Voltolini
Estudantes: Emanuella Caroline Soberanski e Acsa de Lara de Almeida
Premiações: Prêmio Pequeno Cientista e 1º lugar na Categoria II.
Sentir para Existir: Como os Bebês Conhecem o Mundo ao Seu Redor
Escola: CEIM Paula Uber
Professora: Juliana Roloff Frotscher
Premiação: Destaque em Práticas Educativas Inspiradoras.
Energia Solar e Sustentabilidade (Fase II): Estudo sobre o Reaproveitamento de Componentes Fotovoltaicos
Escola: EEBM Profª Noemi V. C. Schroeder
Orientadora: Agnes Orzechowski
Coorientador: Fabiano Pradié D'Oliveira
Estudante: Isabella Ferreira Hein.
Feira incentiva estudantes a fazer ciência
Promovida desde 2016 pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC), a FEBIC reúne estudantes e professores para apresentar pesquisas, trocar experiências e estimular a iniciação científica.
Nesta edição, foram 390 projetos de estudantes do Brasil, México e Paraguai.
Os trabalhos são avaliados a partir de critérios como organização da pesquisa, argumentação, criatividade, originalidade, metodologia científica, resultados e impacto.
As categorias são divididas conforme a etapa escolar, desde a Educação Infantil até a Graduação, incluindo a categoria de Relato de Experiências que valoriza práticas pedagógicas ou vivências científicas realizadas em sala de aula ou no cotidiano escolar pelos professores.
Próxima parada será Belém
Os resultados conquistados na FEBIC também abriram uma nova oportunidade para os estudantes de Pomerode.
Os premiados receberam credenciais para participar da Mostra de Ciência e Tecnologia do Instituto Açaí (MCTIA), prevista para novembro, em Belém, no Pará.
A participação em feiras como a FEBIC amplia o contato dos estudantes com a pesquisa científica, permite a troca de experiências com jovens de diferentes regiões e mostra, na prática, como trabalhos desenvolvidos dentro das escolas podem alcançar espaços de reconhecimento nacional.
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