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Deputados federais da base governista e da oposição protagonizaram intensos debates no Plenário nesta quarta-feira (28). O foco das discussões foi a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a recente viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos.
Enquanto parlamentares aliados ao governo criticaram a ausência do parlamentar no país, classificando o movimento como abandono político, representantes oposicionistas defenderam a ida ao exterior como um reflexo de supostas perseguições.
Governistas defendem foco na gestão
Durante a sessão, o deputado Merlong Solano (PT-PI) avaliou que o chefe do Executivo deve direcionar esforços para finalizar o mandato atual e estruturar o próximo período administrativo, deixando de lado polêmicas externas.
Solano aproveitou para ressaltar iniciativas econômicas voltadas aos pequenos negócios, como a atualização no teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e a anistia de débitos federais.
O parlamentar também mencionou os benefícios do programa Desenrola 3, que oferece abatimentos expressivos em dívidas, além da implementação do NanoMei para trabalhadores sem CNPJ que faturam até R$ 40 mil.
Repercussão e críticas à oposição
Na mesma linha, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) apontou que a vontade popular manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e criticou a postura do senador oposicionista.
O deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) reforçou as críticas, pontuando que o parlamentar do PL abriu mão de capitanear a bancada de oposição no Brasil ao optar por permanecer no exterior.
Defesa do senador
Em contrapartida, a bancada de oposição repudiou os ataques da base governista. O deputado Giovani Cherini (PL-RS) rejeitou a tese de fuga e garantiu que o deslocamento ocorreu mediante convite oficial do governo norte-americano.
Segundo Cherini, a própria Polícia Federal teria atestado a legalidade da saída do país, afirmando que o senador estaria hospedado nos Estados Unidos devido a pressões políticas sofridas internamente.
A deputada Priscila Costa (PL-CE) e o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) endossaram a defesa, argumentando que a decisão de se afastar foi correta para garantir segurança diante de um cenário de suposta falta de imparcialidade nos julgamentos locais.
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