A cidade de Timbó enfrenta uma onda de indignação após perder 40 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, em meio a um impasse envolvendo a escolha do terreno para construção das moradias.

O problema ganhou contornos ainda mais controversos quando a prefeitura não apresentou alternativas viáveis para um novo local, mesmo diante das divergências apontadas sobre o terreno inicialmente selecionado. A falta de diálogo e de opções concretas acabou levando ao arquivamento do projeto.

O episódio culminou na rejeição unânime do Projeto de Lei Ordinária nº 91/2025 pela Câmara de Vereadores, evidenciando um raro consenso entre os parlamentares — mas também expondo uma crise de articulação entre Executivo e Legislativo.Ressaltando que o único vereador a não votar foi o vereador e então presidente da mesa carlos adriano kruger.

Leia Também:

Para muitas famílias que aguardavam uma oportunidade de sair do aluguel ou de condições precárias de moradia, a decisão representa mais do que um revés administrativo: é a perda de um sonho. Moradores e lideranças comunitárias relatam frustração com o que classificam como “falta de planejamento” e “intransigência” por parte da gestão municipal.

Críticos apontam que a prefeitura insistiu em uma única proposta de terreno, ignorando alertas técnicos e políticos, e não buscou alternativas em tempo hábil para garantir a continuidade do projeto habitacional. “Faltou sensibilidade e compromisso com quem mais precisa”, afirmam opositores.

Nos bastidores, a leitura é de que o impasse poderia ter sido evitado com maior diálogo e transparência. A ausência de consenso acabou custando caro: além das casas perdidas, a credibilidade da gestão pública também entrou em xeque.

Até o momento, a prefeitura não apresentou um plano emergencial para recuperar as unidades habitacionais ou negociar novas oportunidades junto ao governo federal.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que explicações sejam dadas — e, principalmente, para que soluções concretas apareçam. Afinal, para dezenas de famílias de Timbó, o que está em jogo não é política, mas o direito básico à moradia.

file:///I:/USUARIO/Downloads/Oficio%20-%201343_2025%20-%20Sobre%20o%20Programa%20Minha%20Casa%20Minha%20Vida%20FAR%20-%20Timbo.pdf.pdf

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO