A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre, atingindo o menor patamar para o período desde o início da série histórica em 2012. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice representa uma queda relevante frente ao primeiro trimestre do ano, quando estava em 6,1%, e em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrou 5,8%. Segundo a Pnad Contínua, o país alcançou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, alta de 1,081 milhão de trabalhadores em três meses.
Em contrapartida, a população desocupada caiu para 5,9 milhões de pessoas. O número representa uma redução de 10% em relação ao trimestre anterior, significando 718 mil pessoas a menos na busca por trabalho.
Setores em destaque e informalidade
Na comparação trimestral, a geração de vagas foi impulsionada pelos seguintes segmentos:
- Transporte, armazenagem e correio: alta de 3,9% (+235 mil pessoas);
- Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais: avanço de 2,6% (+489 mil pessoas).
O mercado brasileiro registrou 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem registro. Com isso, a taxa de informalidade ficou em 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio habitualmente recebido fixou-se em R$ 3.738, o maior valor para um segundo trimestre, embora ligeiramente inferior aos R$ 3.765 registrados no primeiro trimestre.
Critérios da Pnad e dados do Caged
A Pnad Contínua pesquisa 211 mil domicílios no país e considera desocupado apenas quem procurou vaga nos 30 dias anteriores. O menor desemprego geral já visto foi de 5,1% no fim de 2025, enquanto o pico atingiu 14,9% durante a pandemia de covid-19.
Diferente da Pnad, o Caged avalia apenas empregos formais. O indicador do Ministério do Trabalho apontou saldo positivo de 145,2 mil vagas com carteira em junho, somando 921,7 mil novos postos acumulados no ano.
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