Aguarde, carregando...

TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Antiga sede dos Correios no Rio de Janeiro vai a leilão por R$ 53 milhões

Imóvel histórico da Praça XV pode ter lance mínimo reduzido em rodadas seguintes. Entidades debatem impactos da venda de prédio tombado.

Antiga sede dos Correios no Rio de Janeiro vai a leilão por R$ 53 milhões
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, vai a leilão nesta quinta-feira (30) com valor inicial de R$ 53,6 milhões. O certame online, conduzido pela plataforma VIP Leilões, integra o plano de reestruturação da estatal para alienar ativos ociosos e reduzir despesas de manutenção.

Com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída em terreno de 1.585 metros quadrados, a edificação ocupa o quarteirão delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins. Caso não surjam arrematantes nas etapas iniciais, a avaliação mínima poderá cair para R$ 47,8 milhões nas rodadas posteriores.

Preservação e limites do tombamento

O prédio integra o conjunto arquitetônico da Praça XV, protegido em nível federal, situado próximo a marcos como Paço Imperial, Igreja da Candelária e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Isabel Rocha, ressaltou que a transferência de propriedade é legal.

Leia Também:

“O instrumento do tombamento não retira a propriedade. A propriedade continua sendo de pleno direito e gozo de quem a detém”, explicou Isabel à Agência Brasil. Ela enfatizou que o novo dono não pode demolir ou descaracterizar a estrutura, necessitando de autorização dos órgãos de preservação para qualquer intervenção.

A apreensão do conselho recai sobre a futura destinação da edificação. Segundo a arquiteta, em um certame não há controle sobre quem ocupará o bem, exigindo que o comprador compreenda o alto valor cultural do imóvel erguido no período imperial.

Posicionamento do Iphan e deveres do comprador

Procurado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou que não interfere na alienação de bens tombados, sendo-lhe indiferente a titularidade do imóvel. A autarquia ressaltou que o proprietário responde integralmente pela conservação do patrimônio.

O instituto lembrou ainda que a construção possui traços dos antigos palácios postais. O comprador terá o prazo de até 30 dias para comunicar a alteração de propriedade ao Iphan e deverá obter licenças prévias para qualquer projeto de adaptação de uso.

FONTE/CRÉDITOS: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR