Previsão atualizada indica chuva isolada em Santa Catarina, temperaturas negativas nas áreas mais altas e possibilidade de geada. No Paraná e em partes de São Paulo, o cenário exige maior atenção para tempestades, rajadas de vento e eventual queda de granizo.
A semana começa com condições bastante diferentes entre os estados do Sul e parte do Sudeste do Brasil. Santa Catarina deverá ter chuva distribuída de maneira irregular, frio e possibilidade de geada, enquanto o Paraná e áreas de São Paulo permanecem sob influência de instabilidades capazes de provocar temporais.
Os dados foram consultados na noite deste domingo (9) em boletins oficiais da Epagri/Ciram, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Simepar e Defesa Civil de São Paulo.
Santa Catarina terá chuva isolada e temperaturas negativas
Segundo a previsão de cinco dias divulgada pela Epagri/Ciram neste domingo (9), Santa Catarina iniciou o dia com nebulosidade variável e aberturas de sol, mas com condições para chuva e temporais isolados, principalmente nas regiões próximas à divisa com o Paraná. Nas demais áreas, a chuva tende a ocorrer de forma mais localizada.
Para esta segunda-feira (10), a previsão aponta novamente nebulosidade variável e períodos de sol. A partir da tarde, porém, existe possibilidade de chuva isolada principalmente entre o Oeste e o Norte catarinense. Portanto, não se trata de uma previsão de chuva contínua e generalizada em todo o Estado.
O frio também será destaque. As temperaturas mínimas devem variar entre 8°C e 12°C na maior parte de Santa Catarina, enquanto nas áreas mais elevadas do Planalto Sul os termômetros podem registrar entre -1°C e -2°C, com condições para formação de geada. As máximas devem permanecer abaixo dos 16°C em muitas regiões.
Na terça-feira (11), a instabilidade aumenta. Há previsão de chuva no Oeste, Planaltos e Vale do Itajaí ao longo do dia, alcançando as demais regiões principalmente a partir da tarde, devido à atuação de áreas de baixa pressão.
A atenção aumenta novamente na quinta-feira (13). A Epagri/Ciram prevê maior risco de temporais isolados, com possibilidade de chuva intensa, raios, fortes rajadas de vento e granizo, começando pelo Oeste e Sul e posteriormente avançando para outras regiões catarinenses.
Paraná permanece em situação de maior instabilidade
No Paraná, o cenário dos últimos dias foi mais severo.
O Simepar registrou neste fim de semana a formação de núcleos de tempestade com chuva moderada a forte, elevada atividade elétrica, rajadas de vento e possibilidade de granizo em diferentes regiões. As instabilidades atingiram principalmente o Oeste, Sudoeste, região central, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba.
A previsão do Simepar indica chuva em diferentes regiões paranaenses até esta segunda-feira (10), quando as instabilidades devem começar a perder força gradativamente. Até lá, acumulados podem superar 70 milímetros em áreas do Centro, Centro-Sul, Sudeste, Campos Gerais e Leste do Paraná.
O INMET também colocou áreas do Paraná sob condições favoráveis à ocorrência de tempestades. Um aviso meteorológico iniciado neste domingo prevê possibilidade de 20 a 30 milímetros de chuva por hora, ou até 50 milímetros ao longo do dia, rajadas de vento entre 40 e 60 km/h e eventual queda de granizo nas regiões abrangidas pelo alerta.
Tornado atingiu Piraí do Sul no sábado
A preocupação no Paraná aumentou depois dos eventos registrados no sábado (8).
O Simepar confirmou a ocorrência de um tornado em Piraí do Sul, nos Campos Gerais. Neste domingo, equipes técnicas e da Defesa Civil trabalhavam na análise dos danos para determinar a intensidade do fenômeno.
Segundo o levantamento divulgado pelo órgão, 20 residências foram afetadas na área rural e 20 pessoas ficaram desalojadas, sendo acolhidas por familiares. Não houve registro de vítimas atingidas pelo tornado. Vendavais e queda de granizo também causaram danos em municípios como Jaguariaíva, Sapopema e Candói.
O episódio demonstra a intensidade das instabilidades que vêm atingindo o Paraná e reforça a necessidade de atenção aos alertas meteorológicos.
São Paulo também tem áreas sob risco
O INMET aponta que o centro-sul e o leste paulista permanecem sujeitos a chuva e instabilidade neste domingo e na segunda-feira. Para este domingo, o instituto indicou alerta de perigo potencial para tempestades principalmente no Sul de São Paulo.
O sistema é resultado de uma zona de instabilidade formada no encontro entre o ar frio presente no Sul do país e uma massa de ar mais quente ao norte, mantendo condições para formação de nuvens carregadas entre Paraná, norte catarinense, Mato Grosso do Sul e áreas paulistas.
Na cidade de São Paulo, entretanto, a previsão é menos severa. A Defesa Civil paulista indica para esta segunda-feira (10) céu nublado, possibilidade de garoa durante o dia e chuva à noite, com temperaturas entre aproximadamente 13°C e 17°C.
Isso significa que o risco não é uniforme em todo o território paulista: as áreas mais próximas do Paraná e do interior centro-sul apresentam condições diferentes daquelas previstas para outras regiões do Estado.
Massa de ar frio mantém temperaturas baixas
Além das chuvas, o avanço do ar frio será outro destaque neste início de semana.
O INMET informa que, após a passagem das principais instabilidades, uma massa de ar frio avança pelo Sul do Brasil e chega também a São Paulo e Rio de Janeiro a partir desta segunda-feira, embora com menor intensidade no Sudeste.
Em Santa Catarina, o frio será mais intenso sobretudo na Serra e no Planalto Sul, onde há possibilidade de temperaturas negativas e geada. Já no Paraná, municípios do Centro-Sul e da Região Metropolitana de Curitiba também terão queda importante das temperaturas nos próximos dias.
Atenção aos alertas
A previsão meteorológica pode sofrer alterações rápidas, principalmente diante da formação de tempestades localizadas. Por isso, moradores de Santa Catarina, Paraná e São Paulo devem acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais, especialmente em regiões com histórico recente de granizo, vendavais e chuva intensa.
Durante temporais, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, estruturas frágeis, placas e redes elétricas, além de não atravessar áreas alagadas.
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