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As quedas e as queimaduras foram os principais motivos para a internação de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil durante o ano de 2025. Ao todo, a incidência de quedas representou 43,4% dos casos registrados no país, superando 55 mil hospitalizações, enquanto as lesões por queimaduras somaram mais de 25 mil ocorrências no mesmo período.
Os números fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, vinculado à ONG Aldeias Infantis SOS, extraídos diretamente da base de dados do DataSUS. O estudo aponta que, ao considerar todas as idades, o Brasil somou mais de 1,6 milhão de pacientes hospitalizados por traumas ou imprevistos diversos no último ano.
Do total nacional, o público de até 14 anos respondeu por 162 mil das notificações de saúde. Mensalmente, cerca de 10,7 mil jovens deram entrada em unidades hospitalares. Em números absolutos, o estado de São Paulo liderou a lista com 19.837 registros, seguido por Minas Gerais, com 12.183, e pelo Paraná, com 10.708 ocorrências.
Por outro lado, as menores quantidades absolutas ocorreram no Sergipe (297), Amapá (468) e Roraima (543). No entanto, quando os dados são calculados proporcionalmente por 100 mil habitantes, o cenário estadual sofre alterações significativas.
Sob a ótica proporcional, o Pará lidera a taxa com 120 internações por 100 mil residentes, acompanhado por Tocantins (113) e Maranhão (102). Nas posições com menores índices por habitante figuram o Rio de Janeiro (43), o Rio Grande do Norte (39) e Sergipe (13).
Outras causas frequentes e tendências
Os sinistros de trânsito aparecem na terceira posição da lista, totalizando 12,6 mil vítimas (9,9%), predominantemente na faixa etária entre 10 e 14 anos. Em seguida, foram mapeados 4,2 mil casos de intoxicação, afetando principalmente crianças de 1 a 4 anos.
O estudo registrou ainda acidentes por sufocação (644 casos), afogamentos (261) e episódios envolvendo armas de fogo (70). No comparativo dos últimos três anos, o volume de hospitalizações subiu 7,7%, registrando altas em quase todas as categorias, com exceção de armas de fogo, que recuaram 13,6%.
Prevenção e atenção dos cuidadores
Especialistas da ONG ressaltam que mais de 90% desses acidentes poderiam ser evitados com medidas preventivas simples e maior vigilância. O uso constante de celulares e a consequente distração dos cuidadores foram identificados como fatores decisivos para o aumento recente dos atendimentos.
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