O Ministério da Saúde formalizou nesta semana a extensão dos contratos de 676 médicos especialistas vinculados ao projeto Mais Médicos Especialistas no SUS. A medida garante a permanência desses profissionais nas redes municipais de saúde até fevereiro de 2027, com previsão de um novo edital para dezembro de 2026.
Contudo, a renovação contratual não ocorre de forma automática. Os profissionais que participam do edital nº 03/2025 precisam cumprir exigências rigorosas. Entre elas estão o aprimoramento profissional contínuo, a avaliação positiva de desempenho e a plena regularidade administrativa.
Além disso, os médicos devem formalizar o interesse em continuar no projeto e conseguir a aprovação dos gestores locais de saúde.
Paralelamente à manutenção dos 676 profissionais, outros 451 especialistas começaram a se apresentar nas unidades de atendimento. Dados do governo apontam que 52% desses médicos atuam diretamente em cidades do interior.
O impacto dessa força de trabalho é expressivo em várias regiões. Em alguns municípios, os especialistas do programa respondem por até 75% da oferta de serviços específicos.
O grupo conta com cerca de 500 anestesiologistas. A presença desses especialistas é vital para destravar filas e ampliar o volume de cirurgias realizadas no Sistema Único de Saúde.
A remuneração prevista pode chegar a R$ 20 mil para uma jornada semanal de 20 horas. Desse total, 16 horas são focadas na assistência direta aos pacientes e quatro horas são reservadas para capacitação.
Baixa desistência
Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, avalia que o índice reduzido de abandono reflete a atratividade da iniciativa pública.
“Menos de 10% dos participantes desistem de continuar no programa. Vale lembrar que esses profissionais costumam ter várias ofertas de emprego”, destacou Proenço.
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