A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (2), a segunda fase da Operação Quadro Negro, com o objetivo de identificar a empresa responsável por vultosos desvios de recursos públicos destinados à Universidade Federal Fluminense (UFF). A investigação aponta para um prejuízo que já ultrapassa a marca de R$ 9 milhões.
Durante a ação, conduzida por agentes federais da Delegacia de Polícia Federal em Niterói, foram apreendidos importantes documentos e um disco rígido (HD). O mandado judicial foi emitido pela 2ª Vara Federal de Niterói, dando respaldo legal à operação.
O esquema de corrupção
A Operação Quadro Negro aprofunda a investigação sobre um complexo esquema de corrupção, que envolve desvio de verbas federais, lavagem de dinheiro e a atuação de uma organização criminosa em detrimento da UFF.
As apurações indicam que servidores da universidade, em conluio com sócios e dirigentes de empresas contratadas, teriam autorizado pagamentos superfaturados. Em troca, recebiam propina por meio de pessoas jurídicas, gerando um rombo de R$ 9,6 milhões aos cofres públicos.
Nesta etapa da investigação, a Polícia Federal conseguiu identificar uma nova empresa que teria assumido o papel de intermediária no esquema fraudulento. Essa companhia teria dado continuidade às operações ilícitas do grupo até o ano de 2018, sucedendo a pessoa jurídica inicialmente apontada.
A Agência Brasil informou que entrou em contato com a Universidade Federal Fluminense e aguarda posicionamento oficial sobre as recentes descobertas.
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