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Notícias/Educação

MEC: taxa de analfabetismo no Brasil atinge menor patamar histórico com apoio de políticas educacionais

Ministro Leonardo Barchini atribui a queda a ações federais e à retomada da Educação de Jovens e Adultos. O país registra 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais.

MEC: taxa de analfabetismo no Brasil atinge menor patamar histórico com apoio de políticas educacionais
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Brasil alcançou o menor índice de analfabetismo de sua história na população com 15 anos ou mais, conforme anunciado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em Fortaleza. O dado, divulgado nesta quarta-feira (24), é um marco significativo na trajetória educacional do país.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 8,4 milhões de brasileiros nesta faixa etária não sabem ler nem escrever, o que representa 4,9% do total. Este percentual é o menor registrado desde o início da série histórica em 2016.

Segundo parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mencionados pelo ministro, o atual patamar sugere que o analfabetismo deixou de ser um desafio estrutural no território nacional.

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“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, declarou Barchini.

O anúncio ocorreu durante um evento no Ceará, na presença do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.

Retomada da EJA impulsiona resultados

O ministro destacou que essa conquista é reflexo das políticas de recomposição de matrículas implementadas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa modalidade vinha enfrentando desafios desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro.

Indicadores educacionais mostram melhorias simultâneas

Além da queda no analfabetismo, o ministro Barchini ressaltou outras três melhorias inéditas e simultâneas em indicadores educacionais:

  • Abandono escolar: houve uma redução de 61% no comparativo acumulado desde 2022.
  • Reprovação: o índice de reprovação caiu 62% em todo o país, impulsionado pelo aumento da frequência e do engajamento dos estudantes.
  • Distorção idade-série: observou-se uma diminuição de 28% no número de alunos que estão fora da faixa etária esperada para a série que cursam.

“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, enfatizou Barchini, sublinhando os impactos positivos sobre o desempenho pedagógico.

O ministro também mencionou outras iniciativas federais em curso desde 2023, como a expansão de escolas em tempo integral e a estratégia nacional de Escolas Conectadas, visando garantir acesso à internet em todas as unidades de ensino.

Adicionalmente, foi ampliada em mais de R$ 40 bilhões a complementação da União no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O Ministério da Educação (MEC) opera atualmente com o maior orçamento de sua história, um conjunto de ações que, segundo Barchini, foram cruciais para alcançar esses resultados.

O programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC e que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público, foi apontado pelo ministro como o principal fator por trás da melhora nos índices educacionais.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas”, concluiu Barchini.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil 

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