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Quarta-feira, 13 de Maio 2026
Notícias/Política

Frentes parlamentares criticam isenção da "taxa das blusinhas" e alertam para concorrência desleal

O deputado Julio Lopes, presidente das frentes, reitera o impacto negativo da medida no setor produtivo nacional.

Frentes parlamentares criticam isenção da
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Duas influentes frentes parlamentares, a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) e a Frente em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI), manifestaram veemente condenação à decisão do governo federal de extinguir a chamada "taxa das blusinhas". Essa medida, formalizada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma portaria do Ministério da Fazenda, isenta o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. As entidades alertam que a medida intensifica a concorrência desleal e causa sérios prejuízos ao setor produtivo nacional.

O deputado Julio Lopes (PP-RJ), que preside ambas as frentes, expressou forte desaprovação à disparidade nas condições de mercado entre as plataformas internacionais e as empresas nacionais. Ele enfatizou que a ausência de tributação para produtos importados, em contraste com a elevada carga fiscal enfrentada pelo empresariado brasileiro, aniquila qualquer possibilidade de competitividade justa.

Lopes alertou para as graves consequências dessa política, que incluem a perda de empregos, a desaceleração da produção nacional e o enfraquecimento do comércio formal no país.

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A busca pela isonomia tributária

Em comunicado oficial, a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) sublinhou a necessidade urgente de um debate técnico aprofundado sobre o assunto. A frente destacou, em particular, os impactos adversos que a isenção gera sobre os pequenos e médios empreendedores em todo o território nacional.

Para assegurar a isonomia tributária, a FPBC sugeriu ao governo a implementação de um tratamento fiscal equitativo. A proposta é que compras realizadas no mercado interno, com valor de até R$ 250, recebam o mesmo regime tributário aplicado atualmente às transações de comércio exterior.

Por sua vez, a Frente em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI) reforçou que a medida do governo fragiliza significativamente a indústria e o comércio formal. Esses setores continuam a arcar com uma pesada carga tributária e custos operacionais que não são impostos às grandes plataformas internacionais de e-commerce, criando uma desvantagem competitiva insustentável.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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