Uma troca pública de acusações entre o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e a deputada federal Ana Paula Lima (PT) reacendeu o debate sobre as responsabilidades pelo alto preço da gasolina no estado e no país. A polêmica ganhou força nas redes sociais e evidenciou o embate político entre o governo estadual e a base do governo federal.
A controvérsia começou após Ana Paula Lima, vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, utilizar as redes sociais para atribuir ao governo catarinense a culpa pelos valores elevados do combustível, isentando o presidente da República de responsabilidade. A parlamentar defendeu que o preço final pago pelo consumidor decorre de decisões estaduais e não de políticas federais.
A resposta de Jorginho Mello veio de forma direta e contundente. Em comentário publicado no Instagram o governador rebateu a deputada e afirmou que o aumento está relacionado a uma decisão nacional.
“Aumento aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, Confaz. É só olhar no Diário Oficial da União. Eles não sentem nem vergonha!”, disparou.
O governador se referiu à padronização da alíquota do ICMS sobre os combustíveis, definida em âmbito nacional pelo Confaz, órgão que reúne secretários da Fazenda dos estados e do Distrito Federal. A medida, adotada após mudanças na legislação federal, estabeleceu um valor fixo por litro, retirando dos estados a autonomia de definir percentuais distintos, o que impactou diretamente o preço final ao consumidor em diversas regiões do país, incluindo Santa Catarina.
Especialistas apontam que o preço da gasolina é resultado de um conjunto de fatores, como cotação internacional do petróleo, política de preços da Petrobras, carga tributária federal e estadual, além dos custos de distribuição e revenda. Ainda assim, o tema tem sido explorado politicamente, especialmente em um cenário de polarização entre PL e PT.
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