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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
PLANTÃO / POLICIAL

Diretor da Polícia Federal nega monitoramento de ministro do STF e defende cargo

Andrei Rodrigues respondeu ao STF afirmando que atuou sob ordem judicial e contestou a legitimidade do Partido Novo para pedir sua demissão.

Diretor da Polícia Federal nega monitoramento de ministro do STF e defende cargo
© Lula Marques/Agência Brasil
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (11), que a corporação tenha realizado monitoramento ilícito de autoridades. Em manifestação enviada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o delegado afirmou que os relatórios de inteligência contestados cumpriram estritamente ordens judiciais e solicitou a manutenção de seu cargo.

A manifestação atende ao prazo de 48 horas estipulado por Fachin após o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo da cúpula da instituição. Mendonça alegou supostas irregularidades e espionagem ilegal contra sua própria atuação no âmbito de processos ligados ao Banco Master.

Embora tenham sido temporariamente afastados na terça-feira (9), Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, retornaram às funções após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU). Em sua defesa, o chefe da corporação rejeitou a tese de que os documentos produzidos seriam apócrifos.

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"A ausência do nome do analista não se trata de celeuma, mas de reflexo do dever de proteção dos profissionais de inteligência", justificou Rodrigues. Ele destacou que a autoria institucional dos relatórios está registrada em sistema oficial, conforme prevê a legislação vigente.

O chefe do órgão também contestou a legitimidade do Partido Novo, autor da representação acolhida por Mendonça. Segundo a defesa, partidos políticos podem notificar eventuais infrações penais, mas não possuem prerrogativa jurídica para requerer diretamente ao Judiciário medidas cautelares contra pessoas específicas.

Atuação da AGU

A AGU também reiterou a necessidade de manter Rodrigues no comando da instituição. O órgão argumentou que o afastamento judicial interfere nas atribuições constitucionais do presidente da República e desestrutura a cadeia de comando da cúpula estratégica da segurança pública federal.

Entenda o conflito no STF

A crise institucional começou quando André Mendonça retirou o sigilo de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master e investigado na Operação Compliance Zero. Os diálogos citavam o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em reação, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News com base em relatórios da PF que apontavam possíveis condutas de improbidade. A sequência de decisões gerou reações intensas, incluindo o pedido de demissão de diretores da corporação em apoio a Rodrigues e uma liminar do ministro Flávio Dino cancelada posteriormente por Fachin.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

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