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CCJ da Câmara aprova uso de cordão de fita roxa para identificar pessoas com Alzheimer

A medida, que visa facilitar a vida de pacientes, segue para análise do Senado, salvo recurso ao Plenário da Câmara.

CCJ da Câmara aprova uso de cordão de fita roxa para identificar pessoas com Alzheimer
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu aval ao Projeto de Lei 334/26, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que estabelece o cordão de fita roxa como símbolo nacional para identificar indivíduos com Alzheimer. Esta aprovação, ocorrida recentemente em Brasília, busca oferecer um mecanismo de reconhecimento para facilitar o cotidiano desses pacientes em espaços públicos.

O objetivo da iniciativa é modificar a Lei 11.736/08, legislação que já estabelece o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro.

Apoio e constitucionalidade

A deputada Maria Arraes (PSB-PE), relatora da matéria, manifestou-se favoravelmente à proposta. Ela enfatizou que o projeto está em conformidade com os preceitos constitucionais vigentes.

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"A criação de um símbolo de identificação voluntária para quem vive com a doença de Alzheimer materializa o princípio essencial da dignidade da pessoa humana, além de garantir os direitos à saúde e à assistência social", declarou a parlamentar.

Maria Arraes ainda salientou que o texto respeita os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. O uso do cordão será facultativo, "impedindo qualquer identificação obrigatória que pudesse resultar em estigmatização ou violação da intimidade e da vida privada dos indivíduos".

Facilitando a vida em espaços públicos

A principal finalidade da medida é simplificar a identificação de pacientes em ambientes públicos, prevenindo potenciais situações de conflito ou constrangimento.

A doença de Alzheimer é caracterizada por sintomas como perda de memória, dificuldades na comunicação, na execução de tarefas diárias e no raciocínio lógico.

É importante notar que, conforme o texto aprovado, o uso do cordão não dispensa a necessidade de apresentar laudos médicos nos casos em que a comprovação do diagnóstico for legalmente exigida.

Esta iniciativa se inspira em outros modelos de identificação visual já existentes, como o cordão de girassol, amplamente utilizado para sinalizar deficiências ocultas.

Próximos estágios da tramitação

A proposta, que tramitou em caráter conclusivo, agora está apta a seguir para o Senado Federal. Contudo, essa etapa pode ser precedida por uma votação no Plenário da Câmara, caso haja a apresentação de recurso.

Para que o projeto se transforme em lei, ele necessita da aprovação tanto dos deputados quanto dos senadores.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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