O Município de Itajaí realizou a 2ª abertura oficial da safra do aipim da terra preta nesta quarta-feira (25). Evento marcou o início da nova safra de um dos produtos mais tradicionais da agricultura familiar do município. A iniciativa reuniu produtores, entidades parceiras do setor e autoridades.
Cultivado nas regiões da Colônia Japonesa e São Roque, o aipim da terra preta tem como principal característica o solo turfoso, escuro e rico em matéria orgânica, formado ao longo de milhares de anos. Esse diferencial natural influencia diretamente na qualidade do produto, com destaque para sabor, textura e valor nutricional superior em comparação ao aipim cultivado em solos minerais.
De acordo com a secretária de Agricultura e Expansão Urbana de Itajaí, Flávia Sehn, o produto já é reconhecido pela população local como referência de qualidade, e agora passa por um processo de validação científica e certificação. Segundo ela, estudos técnicos confirmam as características diferenciadas do aipim cultivado nesse tipo de solo, o que reforça a importância de valorizar a produção local e ampliar o reconhecimento do produto.
A secretária também destacou que o município mantém ações de apoio aos agricultores familiares, como patrulha mecanizada, programas de atendimento no campo e o recadastramento das propriedades rurais, que permite identificar demandas e direcionar políticas públicas para o setor.
O aipim da terra preta também integra a alimentação escolar do município. É utilizado na merenda dos alunos da rede pública, em que aparece no cardápio das escolas como complemento em forma de purê, cozido ou refogado.
Durante o evento, a Univali Sabores apresentou diferentes preparações com o produto, evidenciando sua versatilidade na gastronomia, com pratos salgados e doces.
Certificação
Um dos principais avanços relacionados ao aipim da terra preta é o processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG), selo que reconhece produtos com características específicas vinculadas ao seu local de origem.
O processo teve início em 2019 e envolve uma atuação conjunta da Epagri, Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Sebrae, Cooperar e da Secretaria Municipal de Agricultura.
A IG é um registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que identifica a origem geográfica de um produto e assegura que determinadas qualidades, reputação ou características estão diretamente ligadas ao território onde é produzido. No caso do aipim da terra preta, o selo busca reconhecer oficialmente a relação entre o produto e o solo turfoso de Itajaí.
Além de valorizar a identidade regional, a certificação amplia a competitividade no mercado, protege o modo de produção tradicional e pode gerar maior renda aos agricultores. O processo já está em fase final de estruturação, com estudos técnicos que comprovam cientificamente a qualidade do produto, etapa essencial para a obtenção do registro.
FONTE/CRÉDITOS: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
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