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Colunas/Economia

Marinas e cruzeiros em foco no Portos & Costas 2025

Painel reunirá especialistas para debater impacto da náutica e da indústria de cruzeiros na economia costeira

Marinas e cruzeiros em foco no Portos & Costas 2025
Foto: Marcos Porto/Divulgação
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A 3ª edição do congresso técnico Portos & Costas Brasil, um dos mais relevantes encontros sobre infraestrutura portuária e costeira do país, vai destacar em 2025 o papel das marinas e da indústria de cruzeiros na economia. O painel encerra a programação no dia 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí.

Moderado por Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, o debate terá participações de Juliana Menegucci (MTCN), Gabriela Lobato (BR Marinas), Marco Ferraz (Clia América do Sul) e do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.

Entre os destaques, Juliana apresentará o projeto do novo píer de cruzeiros em Paranaguá; Topázio falará sobre a Marina Beira-Mar Norte; Marco Ferraz abordará a força da indústria de cruzeiros para a economia; e Gabriela destacará a relevância das marinas públicas no fortalecimento do turismo.

Segundo Maurício Torronteguy, sócio-diretor da MTCN e idealizador do Portos & Costas, o setor vem ganhando peso nas cidades costeiras: “Seja pelo turismo de cruzeiros, seja pela expansão da náutica de lazer, essa temática se consolidou como estratégica para a economia regional.”

A temporada 2023/2024 de cruzeiros foi a maior da década: R$ 5,2 bilhões em impacto econômico, crescimento de 126% em relação a 2013. Foram 844 mil cruzeiristas embarcando em nove navios, que passaram por 19 cidades brasileiras e destinos da América do Sul, gerando 80 mil postos de trabalho diretos e indiretos. O estudo da CLIA Brasil com a FGV aponta que cada R$ 1 investido gera retorno de R$ 4,22.

No segmento de marinas, levantamento da Acobar mostra que o Brasil já ultrapassa 1 milhão de embarcações registradas. Uma marina com capacidade para 300 vagas pode movimentar R$ 141 milhões anuais e gerar cerca de 780 empregos.

Para Carlos Gayoso, da Marina Itajaí, o setor vai além das estruturas físicas: “Marinas e cruzeiros são engrenagens da economia azul. Cada vaga de embarcação ou atracação de navio gera efeito cascata em hotéis, restaurantes, comércio e serviços. É preciso pensar em sustentabilidade, capacitação e integração com a cidade.”

O presidente da Acobar, Eduardo Colunna, reforça: “As estruturas de apoio náutico são fundamentais para ampliar oportunidades de trabalho e estimular o desenvolvimento regional.”

O congresso conta com patrocínio da TiL Group, SK Ambiental, HidroMares, Jan de Nul, Van Oord, Carioca Engenharia, Royal IHC, Graf Consulting e Wosniak Engenharia, além do apoio institucional de entidades como Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq, PIANC, ATP, ABEPH, Abtra, Acatmar, CREA-SC, AOCEANO, FIESC e do Governo de SC.

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