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Enquanto o país se distrai com promessas sobre a tão sonhada reforma tributária — aquela que dizem que vai “simplificar o sistema”, “desafogar o trabalhador” e “taxar os super-ricos” (pausa para rir) — a Câmara dos Deputados resolve inovar: não com mais eficiência, não com transparência, muito menos com responsabilidade. A inovação aqui é aumentar o número de deputados. Sim, isso mesmo: mais parlamentares para representar a mesma população, com os mesmos resultados de sempre.
Com essa mágica aritmética do poder, ganhamos não apenas novas cadeiras no plenário, mas também uma avalanche de gastos: mais salários, mais assessores, mais cargos comissionados, mais gabinetes, mais carros, mais diárias, mais passagens, mais tudo. Afinal, como manter a engrenagem da velha política funcionando sem uma boa dose de recursos públicos para lubrificar?
Enquanto isso, o cidadão segue fazendo contorcionismo para entender um sistema tributário caótico, sustentando com suor e sacrifício uma máquina pública que cresce nas partes erradas. A reforma tributária que poderia cortar privilégios? Essa segue emperrada, sem pressa, como se não houvesse urgência. Cortar onde realmente dói — no topo da cadeia alimentar — continua sendo tabu.
Mas sejamos francos: talvez o problema do Brasil não esteja apenas na carga tributária, mas em quem está sentado sobre ela. E se cada novo deputado significa uma nova conta para o contribuinte pagar, talvez seja hora de perguntar: quem nos representa de fato? E até quando vamos aplaudir a multiplicação de cadeiras enquanto diminuem os recursos para saúde, educação e segurança?
Se a Assembleia quer crescer, que comece pela vergonha na cara.
FONTE/CRÉDITOS: Alfroh Postai
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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