Um ato de extrema brutalidade voltou a colocar Itajaí no centro de um debate doloroso. No bairro Murta, três adolescentes são suspeitos de arremessar um cachorro do primeiro andar de um imóvel. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu no local, provocando indignação imediata entre moradores e defensores da causa animal.

A ocorrência mobilizou equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar de Santa Catarina, acionadas logo após o fato. O óbito foi constatado no local, e, a partir das informações reunidas, os jovens foram localizados e encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.

O episódio reacende a revolta popular porque acontece pouco tempo depois de outro caso que gerou protestos e ampla repercussão: a morte do cão conhecido como “Orelha”. Para parte da comunidade, a repetição de crimes reforça a percepção de que ainda faltam respostas rápidas e punições exemplares.

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Quem acompanhou os desdobramentos foi a vereadora Renata Narcizo, conhecida pela atuação na proteção animal. Ela classificou o episódio como uma barbárie e defendeu rigor na aplicação da lei. Segundo a parlamentar, a idade dos envolvidos não pode servir de escudo para relativizar a gravidade da violência.

Pela legislação brasileira, maus-tratos a animais são crime, com agravantes quando há morte. Em situações que envolvem adolescentes, as medidas seguem o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO