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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Blumenau

Vereador Flávio José Linhares protocola denúncia no TCU sobre possível favorecimento da OEI e contratos bilionários sem licitação

A denúncia, fundamentada no artigo 53 da Lei nº 8.443/1992 e nos artigos 234 e 235 do Regimento Interno do TCU, solicita investigação rigorosa sobre possíveis violações aos princípios da administração pública, desvio de finalidade, fragilização de me

Vereador Flávio José Linhares protocola denúncia no TCU sobre possível favorecimento da OEI e contratos bilionários sem licitação
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O vereador Flávio José Linhares (Blumenau/SC) protocolou, nesta terça-feira (25), uma denúncia formal junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) apontando graves indícios de irregularidades em contratos firmados entre o Governo Federal e a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), que somam aproximadamente R$ 710 milhões, incluindo um acordo de R$ 478,3 milhões para a organização da COP-30, em Belém/PA.

A denúncia, fundamentada no artigo 53 da Lei nº 8.443/1992 e nos artigos 234 e 235 do Regimento Interno do TCU, solicita investigação rigorosa sobre possíveis violações aos princípios da administração pública, desvio de finalidade, fragilização de mecanismos de controle e potenciais prejuízos ao erário.

Os principais pontos apresentados na denúncia

Leia Também:

1. Vínculo institucional da Primeira-Dama com a OEI

Em abril de 2023, a Primeira-Dama Rosângela da Silva (Janja) assumiu o cargo de coordenadora da “Rede Ibero-Americana de Inclusão e Igualdade” da OEI.
Este vínculo, segundo a denúncia, exige escrutínio redobrado sobre contratações posteriores entre a entidade e o Governo Federal, sob pena de afronta aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

2. Decretos presidenciais que ampliaram os poderes da OEI

Dois decretos assinados pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam expandido significativamente a liberdade de atuação da OEI e flexibilizado controles essenciais:
• Decreto nº 11.941/2024:
Permitiu que organismos internacionais subcontratassem empresas sem licitação e sem análise técnica prévia da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), bastando mera comunicação posterior.
• Decreto nº 12.165/2024:
Dobrou a taxa de administração permitida nesses contratos, de 5% para até 10%, elevando o custo de intermediação para os cofres públicos.

Segundo o vereador, tais medidas, na prática, fragilizam o controle estatal e estimularam o uso da OEI como intermediária de grandes contratos públicos.

3. Volume bilionário de contratos após os decretos

Após a publicação dos atos normativos, a OEI assinou contratos com o governo totalizando cerca de R$ 710 milhões.
O principal é o acordo firmado com a Casa Civil para a organização da COP-30, avaliado em R$ 478,3 milhões, sem licitação e com baixa transparência na composição de custos.

4. Possível desvio de finalidade no uso de acordos de cooperação

A denúncia destaca que a jurisprudência consolidada do TCU proíbe o uso de organismos internacionais para:
• Executar atividades meramente administrativas ou logísticas;
• Substituir processos licitatórios;
• Atuar como meros intermediários sem efetiva assistência técnica.

Segundo Linhares, é exatamente o que pode estar ocorrendo no caso da OEI, especialmente no projeto da COP-30.

5. Conflito de interesses e risco de favorecimento

O vínculo público da Primeira-Dama com a OEI, aliado aos decretos que ampliaram sua atuação e aos contratos bilionários subsequentes, levanta questionamentos sobre favorecimento indevido, afrontando os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, eficiência e publicidade.

Pedidos feitos ao TCU

Na denúncia, o vereador solicita:
• Abertura de investigação completa sobre os contratos e decretos;
• Suspensão cautelar de repasses à OEI caso sejam identificados indícios graves;
• Análise de legalidade dos decretos presidenciais;
• Auditorias e diligências sobre a execução dos contratos;
• Responsabilização dos agentes envolvidos e ressarcimento ao erário, caso confirmadas as irregularidades;

Declaração do vereador Flávio Linhares

“O uso de organismos internacionais para driblar a licitação e fragilizar os controles públicos representa uma ameaça grave à transparência e ao uso responsável do dinheiro do contribuinte. O Brasil não pode aceitar contratos bilionários sem fiscalização adequada, ainda mais quando envolvem vínculos pessoais com autoridades do governo.”

FONTE/CRÉDITOS: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

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