O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A medida corrige um entrave burocrático que impedia a confirmação do parlamentar como pré-candidato da sigla à Presidência da República.
A complicação surgiu após a equipe do senador identificar dificuldades no sistema da Justiça Eleitoral. A formalização da candidatura estava bloqueada porque o parlamentar constava como vinculado ao partido Missão, inviabilizando o registro pela legenda atual.
Uso indevido de credenciais e prazo final
A deliberação do TSE ocorreu após o PL solicitar o cancelamento da inscrição de Flávio na outra agremiação. Com a decisão, o partido terá até o próximo sábado (15) para efetivar o registro oficial no sistema da Corte Eleitoral.
Mais cedo, o senador afirmou que o cadastramento na outra legenda tratava-se de uma fraude. O TSE descartou a hipótese de invasão hacker e explicou que o procedimento foi realizado por alguém munido de credenciais válidas do próprio partido Missão.
Em nota, a Justiça Eleitoral declarou: "O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações." O episódio segue sob apuração das autoridades.
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