A ausência do prefeito de Timbó em eventos importantes da região começa a gerar incômodo nos bastidores políticos e entre lideranças do Vale Europeu. Em um momento em que os municípios vizinhos buscam aproximação, diálogo e união para fortalecer pautas regionais, Timbó passa a imagem de estar politicamente isolada.
Embora a participação em eventos externos não seja uma obrigação formal do chefe do Executivo, a presença de um prefeito em encontros regionais, festas municipais, agendas institucionais e reuniões com autoridades tem peso simbólico e político. É nesses espaços que prefeitos trocam experiências, fortalecem parcerias, abrem portas para recursos e demonstram respeito às cidades vizinhas.
No caso de Timbó, a percepção que começa a circular é negativa: falta de presença, pouca articulação regional e uma postura considerada fria diante de convites e compromissos públicos. Para uma cidade que sempre ocupou posição de destaque no Médio Vale do Itajaí, esse afastamento pode custar caro à imagem institucional do município.
Flávio Buzzi foi eleito prefeito de Timbó em 2024 com 40,92% dos votos válidos, em uma disputa marcada por forte divisão política no município. O resultado mostrou vitória, mas também deixou claro que uma parcela expressiva da população escolheu outros projetos políticos.
Agora, já no exercício do mandato, a cobrança é outra: além de administrar a cidade, o prefeito precisa representar Timbó politicamente. E representação não se faz apenas dentro do gabinete. Também se constrói com presença, diálogo, articulação e respeito institucional.
A ausência repetida em agendas regionais pode transmitir aos municípios vizinhos uma mensagem perigosa: a de que Timbó não está interessada em participar das grandes discussões do Vale. Essa impressão enfraquece o protagonismo da cidade e abre espaço para que outros municípios assumam o papel de liderança regional.
Nos bastidores, a avaliação é que o prefeito esperava uma popularidade mais confortável neste início de governo. No entanto, o distanciamento de eventos públicos, somado à falta de uma comunicação mais próxima com a população e lideranças da região, pode estar produzindo o efeito contrário: isolamento político e desgaste de imagem.
A pergunta que fica é direta: Timbó quer continuar sendo referência regional ou vai aceitar ocupar um papel secundário por falta de articulação política?
Em tempos de disputa por recursos, investimentos, turismo, infraestrutura e representatividade, cidade que se isola perde força. E quando o prefeito não aparece, quem paga o preço político é o município.
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