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Política

Projeto propõe isenção do licenciamento de veículos para templos e partidos

Proposta em análise na Câmara quer estender o benefício fiscal a sindicatos e escolas filantrópicas até o ano de 2032.

Projeto propõe isenção do licenciamento de veículos para templos e partidos
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2685/26, que propõe a isenção do licenciamento anual para veículos de entidades imunes a impostos. A proposta, de autoria do deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), altera o Código de Trânsito Brasileiro para beneficiar templos religiosos, partidos políticos, sindicatos e instituições de ensino sem fins lucrativos.

Atualmente, a Constituição Federal assegura imunidade tributária a essas organizações, impedindo a cobrança de impostos sobre patrimônio, renda e serviços. No entanto, o recolhimento da taxa anual de licenciamento veicular continua obrigatório por possuir natureza jurídica de taxa de serviço público, e não de imposto.

Objetivo e impacto social

O autor do projeto argumenta que a medida trará um importante fôlego financeiro para instituições que prestam serviços essenciais à comunidade. Com a aprovação, as entidades poderão redirecionar os recursos economizados para a manutenção preventiva da frota, contratação de seguros ou melhorias no atendimento social.

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Segundo Cezinha de Madureira, esses automóveis desempenham um papel comunitário vital, sendo frequentemente utilizados no transporte escolar de crianças, no deslocamento de idosos e no suporte a pessoas com deficiência física que necessitam de assistência.

No setor educacional, a iniciativa busca fortalecer a rede de ensino privado sem fins lucrativos, reduzindo custos operacionais e riscos de inadimplência. O texto estabelece que o Ministério dos Transportes será o órgão responsável por monitorar e avaliar periodicamente os impactos fiscais da medida, que terá vigência estipulada até o ano de 2032.

Próximos passos no Congresso

A proposta tramita em caráter conclusivo e passará pelo crivo das comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a nova regra entre em vigor, o texto precisa ser aprovado de forma definitiva tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal.

Para entender melhor o funcionamento do processo legislativo, saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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